O lado direito do Maracanã, conhecido como setor sul, protagonista de um grande embate entre Vasco e Fluminense nos últimos anos, voltou a roubar a cena neste final de semana.
A história passa pela formação do futebol carioca desde a fundação do Maracanã e desemboca em uma disputa judicial pelo estádio após as reformas feitas para a Copa do Mundo de 2014.
Tradicionalmente, a torcida do Vasco sempre se localizou no lado direito da tribuna de honra do Maracanã. Na época em que o estádio foi erguido, ficou decidido que o clube que vencesse o primeiro Campeonato Carioca disputado no novo palco teria prioridade para escolher em qual lado ficaria.
O Vasco, então, venceu o América/RJ por 2 a 1 e se sagrou campeão carioca de 1950. O lado direito foi o escolhido por um simples motivo: não batia sol.
Após 64 anos de tradição, a confusão se instalou em 2013, com a reabertura do Maracanã após as obras para a Copa do Mundo de 2014. Já com contrato com o consórcio que então administraria o local, o Flu não abriu mão de receber a sua torcida no lado direito, contrariando o que tinha se tornado praxe desde então no Rio.
Em 2019, depois de anos de idas e vindas judiciais, o Vasco ganharia o direito de voltar a ocupar o lado direito. Dono da melhor campanha, chegou à final como mandante e, por isso, teria a primazia de escolher seu lugar no estádio.
Divergências sobre o contrato assinado entre Flu e o consórcio do Maracanã, além de uma inadimplência de cinco anos dos tricolores, ajudaram a construir o cenário favorável aos cruz-maltinos.
Só que o Fluminense decidiu “ir para a guerra”, nas palavras de seus dirigentes, se recusou a vender ingressos para a final sob alegação de risco de confronto entre as torcidas e foi à Justiça para tentar reaver o direito ao Setor Sul.
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