Por Luciana Pimentel
Elas estão na contramão do mundo conectado moderno, onde cada segundo livre é usado para checar as redes sociais, e não poderiam estar mais felizes.
Raísa Cagliari, 26, Laís Cagliari, 16, Renata Pozzatto, 27, e Luiza de Castro, 23, são jovens, lindas, antenadas e usam as horas vagas para fazer tricô, crochê, bordados e macramê.
E a cada dia cresce o interesse de mais e mais pessoas por essas atividades manuais, que ajudam a controlar a exaustão e o estresse do dia a dia.
A psicoterapeuta Kelly Lopes destacou que fazer todo tipo de artesanato, investir em música, meditação ou leitura e até fazer pequenos reparos em casa estimulam o sistema nervoso e podem amenizar os efeitos do estresse, além de retardar os riscos do surgimento da demência.

A terapeuta Cássia Rodrigues explicou que outro ganho interessante que os adeptos desse tipo de atividade experimentam é o desvio do foco de um determinado problema.
“Se a pessoa está ansiosa ou preocupada com alguma situação, ao se entreter com os trabalhos manuais, o cérebro dela começa a fazer a neuroplasticidade e produzir novos neurônios. Essas atividades são eficientes para controlar o esgotamento causado pelo estresse”, comentou a especialista.
De acordo com a psicóloga Dilma Cursino, uma vez que requer uma boa coordenação mental e motora, não sobra espaço para o estresse e suas complicações.
“Esses trabalhos são tão benéficos que, quando praticados de forma prazerosa, auxiliam no trato da depressão liberando serotonina, que é essencial para o nosso bom humor e bem-estar”, ressaltou.
Raísa Cagliari contou que ela, a irmã Laís e a amiga Renata encontraram no artesanato uma forma de terapia. A atividade cresceu tanto que hoje virou negócio.
“Eu sempre curti mexer com costura e, quando a Laís ingressou no ensino médio, começou a bordar para desestressar. A Renata, que fazia macramê para relaxar, se juntou a nós duas e assim nasceu o ateliê Santa Cata”.

