
“A justificativa de João é de que a mulher dele teria relatado que Deilson passou a mão nela. E que por conta disso João e Lucas teriam ido até a casa da vítima e houve o assassinato”, contou o titular da Delegacia Especializa de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Serra, delegado Rodrigo Sandi Mori.
João foi preso após denúncias às 17 horas de quarta-feira quando estava num posto de gasolina, na BR-101, em Belvedere. “A mulher de João teria chamado ele para conversar no domingo. Ela teria dito a João que Deilson invadiu a casa do casal de madrugada e que teria ocorrido o abuso. Às 22h50, João chamou o primo da mulher, o Lucas, para ir até a casa do Deilson. João e Deilson são amigos de infância”.
Lucas levou o primo numa Titan até a casa de Deilson. João entrou no quintal da casa e chamou por Deilson. “Lucas foi quem emprestou a arma para João. Inicialmente houve uma conversa entre os amigos, que evoluiu para um discussão e luta corporal. Ele foi agredido com socos, chutes e até com golpes do capacete de moto. Foi dado o primeiro tiro. E Deilson tentou correr para um bar, mas o estabelecimento estava fechado. O segundo tiro foi dado no rosto, à queima roupa”.
Lucas foi quem deu a fuga para João. Em seguida, os dois teriam deixado suas casas assim como a 
“Descobrimos que Lucas estaria escondido em Itararé (Vitória) e fomos até o local. Quando chegamos ele não estava na casa, mas a moto usada no crime foi encontrada. A Titan foi periciada, mas como não tinha nenhuma restrição de furto e roubo não foi levada. Não vamos sossegar enquanto não o encontrarmos. A arma usada no crime também não foi localizada”.
João foi indiciado por homicídio qualificado por motivo torpe e impossibilidade de defesa da vítima.
Justiça Paralela
No mesmo dia em que o feirante Deilson Rocha Meira, de 23 anos, foi assassinado, no último domingo em Jardim Carapina, na Serra, traficantes invadiram as casas dos acusados João Marcos Santos Francisco, 21, e Lucas Silva Nogueira, 18. A informação é do titular da Delegacia Especializa de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Serra, delegado Rodrigo Sandi Mori.
“O assassinato de Deilson foi assistido por parentes e moradores. Todos viram. E por ele ser trabalhador, ajudava o pai na feira, houve revolta. Já sabendo quem eram os autores no crime, no domingo mesmo os traficantes foram até a casa dos dois, mas não os encontraram. Eles destruíram o local”.
O delegado complementou: “Nós buscamos o quanto mais rápido localizar João e Lucas, pois os traficantes já estavam atrás deles e poderiam ocorrer outros homicídios. Agora falta prender Lucas. Pedimos que caso alguém saiba onde ele está que nos denuncie”.
Sandi Mori afirmou que ainda falta ouvir o depoimento da mulher de João. “Vamos ouví-la na delegacia”.
O delegado afirmou que Lucas completou 18 anos recentemente, mas que quando menor teve passagem por tráfico. Já João tem passagem por roubo. Deilson deixou dois filhos, um enteado e a mulher grávida de 7 meses.