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Paralisação de rodoviários afeta cerca de 19 mil passageiros

A Companhia Estadual de Transportes Coletivos de Passageiros do Estado do Espírito Santo (Ceturb-ES) informou que a paralisação dos rodoviários da ...

Rodoviários realizam paralisação na empresa Santa Zita, em Viana.

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Rodoviários realizam paralisação na empresa Santa Zita, em Viana. (Foto: Kadidja Fernandes/AT)A Companhia Estadual de Transportes Coletivos de Passageiros do Estado do Espírito Santo (Ceturb-ES) informou que a paralisação dos rodoviários da empresa Santa Zita nesta terça-feira (12) impede a circulação de cerca de 50 linhas do Transcol e afeta cerca de 19 mil usuários.

Desde o início da manhã a categoria impede a saída de ônibus da garagem da empresa, localizada em Marcílio de Noronha, Viana.

A Ceturb se manifestou sobre a paralisação através de uma nota. Veja o comunicado na íntegra:

A Ceturb-ES lamenta o ocorrido na manhã desta terça-feira (12) e informa que adotará as medidas punitivas contratuais em face do Consórcio Sudoeste, em razão da paralisação surpresa de uma de suas consorciadas, a empresa Santa Zita. Diante do fato, o consórcio deveria ter agido com responsabilidade e feito o remanejamento da frota veículos de outras linhas para não prejudicar a aproximadamente 19 mil usuários das cerca de 50 linhas afetadas.

O Sindicato das Empresas de Transporte Metropolitano da Grande Vitória (GVBus) afirma que a greve é ilegal e disse que cerca de 400 profissionais estão de braços cruzados. Ainda segundo o GVBus, os rodoviários impedem a saída de 180 ônibus da garagem da empresa.

O GVBus fez um comunicado falando sobre as reivindicações da categoria. Confira:

A paralisação realizada pelo Sindirodoviários na garagem da Santa Zita é ilegal, pois fere a Lei de Greve, que prevê a publicação de edital informando à população sobre esse tipo de situação com 72 horas de antecedência. Mais uma vez a categoria pega a todos de surpresa, desrespeitando os cidadãos que dependem do transporte coletivo para se locomover. Por disso, o GVBus e a empresa vão acionar a justiça, solicitando que os trabalhadores liberem a saída da garagem e assumam seus postos de trabalho imediatamente.

Ao todo, cerca de 400 profissionais cruzaram os braços, impedindo a saída de 180 veículos da garagem, o que prejudicou a operação de cerca de 50 linhas.

Jornada Reduzida

Reiteramos que a jornada reduzida está prevista em lei, e que, por esse motivo, a empresa está atuando de forma legal. Além disso, quaisquer reivindicações de alterações de cláusulas contratuais tem o momento correto para serem discutidas, que é nas negociações trabalhistas, que acontecem no mês de novembro. A alegação de descumprimento do acordo coletivo precisa ser provada, o que não aconteceu até o momento.

Combate à evasão de receita

Desde o início do ano as empresas estão reunindo seus trabalhadores para esclarecer sobre os impactos da evasão de receitas para toda a sociedade. Ações que estão dentro do cronograma de treinamento e reciclagem dos operadores, elaborado pelo GVBus em parceria com as empresas do Sistema Transcol. Elas fazem parte de um projeto de combate à evasão de receitas, que também contempla uma campanha publicitária para os passageiros.

Após um levantamento, o GVBus identificou algumas práticas que oneram o sistema: pulo de roleta, fraudes às gratuidades, embarque irregular pela porta do meio e “caronas”. Tais práticas representam um prejuízo de cerca de R$ 960 mil por mês, sendo R$ 375 mil somente decorrente do pulo de roleta. Só em 2018, foram aplicadas 6.798 penalidades por uso indevido de gratuidades.

Tais números expressivos apontaram a necessidade de reforçar junto aos funcionários de todas as operadoras a importância de seguir as regras e de orientar os passageiros sobre a obrigatoriedade de pagar a tarifa.

Durante as reuniões, são abordados temas como profissionalismo, o bom atendimento e tratamento com os clientes, os impactos da evasão de receita do transporte coletivo para toda a sociedade e sobre as formas de combater essas práticas. Momento de relembrar a eles as instruções que receberam ao assinar o contrato de trabalho.

Ressaltamos que as empresas já fazem um trabalho de combate à evasão. Todos os coletivos contam com o sistema de biometria facial, voltado ao controle do uso das gratuidades, e desde 2016 catracas altas estão sendo instaladas para aumentar a sensação de segurança dentro dos ônibus e inibir o pulo de roleta. Porém, cobrar do passageiro o pagamento da passagem é uma obrigação dos motoristas e cobradores.

Reiteramos que a orientação é que eles expliquem para a população que pular o roleta, andar de carona ou embarcar pela porta do meio sem pagar a tarifa é proibido, assim com burlar as regras das gratuidades. E que evitem entrar em qualquer conflito que coloque em risco sua integridade física.

O Sistema Transcol gera cerca de 10 mil empregos diretos e indiretos. Entendemos que o transporte público coletivo é a solução para a mobilidade na Região Metropolitana de Vitória e, por isso, precisa ser valorizado. Uma das formas de alcançar isso é garantir o direito de ir e vir das pessoas, e o pagamento da tarifa, que sustenta o sistema.

Mais uma vez, lamentamos a postura do Sindirodoviários, que surpreendeu a população e as empresas ao realizar uma paralisação sem se preocupar em informar os passageiros previamente, como prevê a lei.

O GVBus disse ainda que, “enquanto a garagem da Santa Zita estiver bloqueada e os funcionários parados, não irá realizar nenhuma reunião com o Sindirodoviários. Ou seja, não há nenhuma reunião agendada com os trabalhadores hoje à tarde como foi informado por eles. Reforçamos que a paralisação é ilegal e prejudica o direito de ir e vir da população que depende do transporte público”.


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