Eleitos em 2016, seis prefeitos do Estado que possuem dois anos e quatro meses de mandato mudaram de partido.
São eles: Gilson Daniel (Podemos), de Viana; Tininho Batista (PDT), de Marataízes; Sérgio Meneguelli (sem partido), de Colatina; Iracy Baltar (PRB), de Montanha; Cleudenir José de Carvalho Neto (sem partido), o Ninho, prefeito de Dores do Rio Preto; e Valdemar Luiz Horbelt Coutinho (PSB), o Vavá, de Santa Leopoldina.
Recém-eleito presidente da Associação dos Municípios do Espírito Santo (Amunes), Gilson Daniel deixou o PV e foi para o Podemos. “O Álvaro Dias (senador) era a maior liderança do PV e com quem sempre tive uma boa relação. Quando ele deixou o PV para ir para o Podemos, eu fui também”, explicou.
Já Ninho deixou o PDT e decidiu mudar para o MDB, no último ano. Indagado sobre o motivo, alegou apenas “opção política”. Porém, atualmente não está filiado a nenhuma legenda. “No cartório eleitoral deu um problema e no sistema aparecia dupla filiação. Por isso, tive de me desfiliar”, disse.
Indagado sobre qual das duas siglas vai escolher, adiantou. “Amanhã (hoje), vou conversar com Sérgio Vidigal (presidente do PDT) e posso voltar ao partido. Nunca tinha sido filiado a outro antes da dupla filiação”, explicou.
Segundo o advogado eleitoral Danilo Carneiro, ao contrário dos parlamentares, os prefeitos não correm o risco de perder o mandato por infidelidade partidária.
“A regra da fidelidade partidária para perda do cargo está vinculada ao cargo legislativo, até por causa da proporcionalidade. Os prefeitos podem ficar temporariamente sem partido, mas, para tentar a reeleição ou outro cargo, é necessário ser filiado”, ressaltou.
Esse é o caso do prefeito de Colatina, Sérgio Meneguelli. Ele deixou o MDB e não quer mais se filiar a outra sigla. “Não pretendo me filiar mais. O MDB não era coerente, decidia tudo de cima para baixo, e, antes da eleição de 2018, deixei o partido. Não acredito em nenhum partido político do País”, disse.
Em Marataízes, Tininho Batista deixou o PRP e está no PDT. Já Iracy Baltar, de Montanha, era do DEM e está no PRB. Ambos não atenderam às ligações da reportagem para comentar as mudanças.
