Um homem acusado de ligações com o terrorismo foi condenado à pena de morte e crucificado na Arábia Saudita. O homem, identificado como Khaled Abdulkarim Saleh Al-Tuwaijri, foi executado ao lado de outras 36 pessoas acusadas de cometer “graves crimes” no país. Ele, no entanto, foi o único a receber a pena mais rígida do país.
As execuções aconteceram em seis pontos diferentes do país: a capital Riad, as cidades sagradas de Meca e Medina, a zona sunita de Al-Qassim (centro), a de Assir (sul) e a da Província Oriental. Nesta província, a minoria xiita está concentrada, segundo o Ministério do Interior da Arábia Saudita.
A todos os condenados, o governo saudita atribuiu a responsabilidade por ataques com explosivos a instalações de segurança e a cooperação com “organizações inimigas”. “Também alerta qualquer um que cometa atos de terrorismo e criminosos que a Sharia prescreve punições”, informou o Ministério do Interior local.
As mortes foram condenadas pela Anistia Internacional, que declarou ser “uma demonstração assustadora do cruel desrespeito das autoridades sauditas pela vida humana”.
Para o governo local, pessoas condenadas por terrorismo, homicídio, estupro, assalto à mão armada e tráfico de drogas enfrentam a pena de morte, o que, segundo o governo, é um impedimento para novos crimes.
Em 2018, um outro saudita, identificado como Elias Abulkalaam Jamaleddeen, também foi crucificado.