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Dono de Clube de Tiro diz que foi “enganado” por tenente-coronel do Exército

Há uma semana de ter cerca de 11 oficiais do Exército, em sua loja de Escola de Tiro e Comércio de Armas e ter virado alvo de investigação do ...

Operação do Exército apreende armas em Vila Velha

Última atualização

Operação do Exército apreende armas em Vila Velha (Foto: Thiago Coutinho/AT)

Há uma semana de ter cerca de 11 oficiais do Exército, em sua loja de Escola de Tiro e Comércio de Armas e ter virado alvo de investigação do Exército sobre desvio de armas oficiais, Marcos Loureiro resolveu se pronunciar sobre o caso, que já rendeu a prisão do tenente-coronel Alexandre de Almeida.

De acordo com o pronunciamento do empresário, há cerca de um ano, o tenente coronel Almeida sugeriu que a Guerreiros deveria ter armas antigas para disparos, para os associados ao Clube de Tiro e que isso seria um “diferencial de marketing” para a loja, mas sem explicar como conseguiriam o armamento.

“Eu, apreciador de uma boa ideia, gostei dela e comecei a pesquisar sobre armas antigas e possíveis vendedores delas. Depois de semanas de vários contatos via WhatsApp com o TC Almeida me explicando sobre armas interessantes para esta possível coleção, ele, o próprio TC Almeida, disse-me que um antigo colecionador, que morrera a muitos anos atrás e seu filho herdeiro, tinha cerca de 110 armas antigas que gostaria urgentemente de vendê-las”, explica Marcos.

Marcos continua explicando que o combinado era receber todas essas armas registradas e, ele mesmo avaliaria o armamento para chegar ao valor de compra. “Naquele momento eu estava adquirindo armas de maneira legalizada, registradas, com o conhecimento e ajuda de prospecção do oficial da mais alta patente do setor de armas do ES/RJ, eu estava realizando um sonho de manter um acervo histórico de armas antigas no nosso Clube de Tiro”, explica.

Depois de uma análise, o empresário chegou ao valor de R$ 88 mil, que, interceptado pelo tenente-coronel, foi negociado em 12 prestações de R$ 7.333. Segundo Marcos, a primeira parcela foi paga em outubro do ano passado, a segunda em novembro e a terceira em dezembro. “Até aí eu estava achando que tinha feito um bom negócio e 100% legalizado”, lamenta.

No dia 10 de dezembro, Marcos percebeu que algo não estava certo, quando o tenente-coronel Almeida entrou em contato com ele, “muito preocupado”, pedindo que ele levasse uma pistola 9mm à unidade dele, no Rio de Janeiro, para desfazer um suposto equívoco ocorrido na transferência.

Cumprindo os protocolos necessários, Marcos registrou uma Guia de Tráfego e levou a arma até o tenente-coronel. “No percurso ao RJ com meu veículo próprio, ele, o TC Almeida, não gostou quando eu o disse que tinha feito esta Guia. Aí fique mais preocupado ainda e perguntei a ele que o pq eu não deveria fazer tal Guia e ele respondia, enquanto eu estava no caminho, que ele me explicaria tudo pessoalmente, na entrega pra ele. Só aí a luz vermelha acendeu!”, explica Marcos.

Mesmo que os detalhes tenham vindo à tona nesta semana, o 

Confira o pronunciamento completo abaixo:

Que momento difícil!

Nunca imaginei passar por isso. Mesmo no calor deste momento assombroso para mim, darei a explicação devida e respeitosa a vcs.

A um ano atrás, o TC Almeida, o qual eu tinha admiração e respeito pela posto de chefe do setor de produtos controlados, sugeriu me uma ideia para o nosso Clube, em um dos nossos encontros casuais. A ideia dele era ter armas antigas para disparos dos associados no Clube de Tiro, que seria um diferencial de marketing para a Guerreiros. Até essa primeira abordagem dele, não se falou em como prospectar essas armas antigas.

Eu, apreciador de uma boa ideia, gostei dela e comecei a pesquisar sobre armas antigas e possíveis vendedores, CAC, delas. Depois de semanas de vários contatos via WhatsApp com o TC Almeida me explicando sobre armas interessantes para esta possível coleção, ele, o próprio TC Almeida, disse me que um antigo colecionador que morrera a muitos anos atrás e seu filho herdeiro, tinha cerca de 110 armas antigas que gostaria urgentemente de vendê-las, pois esse herdeiro também estava com câncer no cérebro e precisava de dinheiro.

A proposta era receber todas essas armas 100% registrada certinhas no CR da Guerreiros e eu mesmo as avaliaria para chegar ao valor de compra. Naquele momento eu estava adquirindo armas de maneira legalizada, registradas, com o conhecimento e ajuda de prospecção do oficial da mais alta patente do setor de armas do ES/RJ, eu estava realizando um sonho de manter um acervo histórico de armas antigas no nosso Clube de Tiro.

Eu mesmo avaliei as armas e cheguei ao valor exato de R$ 88 mil e propus pagar ao dono delas 12 prestações de R$ 7.333. O TC Almeida que me parecia intermediar a negociação, disse que fora aceito a proposta. Paguei a primeira prestação em outubro, a segunda em novembro e a terceira e dezembro. Até aí eu estava achando que tinha feito um bom negócio e 100% legalizado.

Mas no dia 10 de dezembro de 2018, o TC Almeida me liga muito preocupado e me diz para eu levar até a unidade militar dele uma das armas( uma PT 9mm) que essa arma teria dado problema nessa transferência à Guerreiros. Também, é claro, fiquei preocupados fui ao RJ ao encontro dele com a arma solicitada para desfazer, segundo ele, um equívoco na transferência. De boa fé eu fiz, como é correto, uma Guia de Tráfego e fui levá-la.

No percurso ao RJ com meu veículo próprio, ele, o TC Almeida, não gostou quando eu o disse que tinha feito esta Guia. Aí fique mais preocupado ainda e perguntei a ele que o pq eu não deveria fazer tal Guia e ele respondia, enquanto eu estava no caminho que ele me explicaria tudo pessoalmente na entrega pra ele…Só ele tentou por a arma no devido lugar dela sem que parecesse que ela não tinha saído de lá( não sei de exatamente onde ele desviou essa arma). Depois disso vi que eu me enganei com a amizade que ele dissera que tinha por mim.

Não falei mais com ele depois disso e interrompi os pagamentos das 9 parcelas restantes e pedi a Deus pra que fosse só uma arma problemática e que tudo já estivera resolvido com essa devolução de boa fé. Mas não. Recebi há 3 semanas uma equipe de inteligência do EB de Brasília com Coronéis que investigavam o TC Almeida e me demonstraram que eu deveria contar tudo o que ocorrera, para que eu provasse a eles ou não se eu era uma “vítima” ou um integrante da uma quadrilha juntamente com o TC Almeida.

Eu não poderia dar outra versão naquele momento, como agora, a não ser a versão verdadeira, apesar do TC Almeida me pedir por semanas que eu sustentasse a versão dele, que eu nunca tivera aquela arma fisicamente na Guerreiros, que foi um simples erro de inserção só no sistema.

Então delatei à equipe de inteligência toda a verdade exatamente como contei a cima e colaborei com todos os documentos e massagens de WhatsApp que provavam a minha versão e inclusive apontei com caneta marca texto, uma a uma no meu mapa de armas apostiladas, quais foram exatamente todas essas armas dessa tratativa.

Uma semana depois dessa colaboração minha, na quinta-feira passada, o juiz militar do caso mandou recolher o meu celular como prova do que eu delatei e todas essas arma que eu próprio apontei. Após as provas da confirmação da minha delação o TC Almeida foi preso na terça-feira pois também acharam mais armas de tratativas suspeitas na casa dele.

Lamento muito por ter entrado de bobo nessa horrível corrupção praticada por esse oficial que envergonha o meu nome, o da minha família e o da Guerreiros. Quando se lê essa notícia como foi posta na imprensa, desacredito que a verdade seja mais importante que o sensacionalismo para a mídia. Querem denegrir a bandeira armamentista e seus respeitados adeptos, deixando dúvidas de quem é o único e verdadeiro culpado, que errou e já esta pagando, preso, pelos seus erros.
Marcos Loureiro

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