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Saúde

Criança é internada com bactéria Escherichia coli em Vitória

Está internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Hospital Unimed, em Itararé, na Capital, uma criança com a bactéria Escherichia coli. Ela tem ...

Hospital da Unimed, em Vitória, onde duas crianças vítimas de surto infeccioso permanecem internadas

Última atualização

Está internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Hospital Unimed, em Itararé, na Capital, uma criança com a bactéria Escherichia coli. Ela tem por volta de dois anos de idade e está sob os cuidados do hospital desde o fim de semana. O seu estado de saúde é estável e sob controle. 

Hospital da Unimed, em Vitória, onde a criança está internada (Foto: Thiago Coutinho / AT - 23/02/2015)

A criança não estuda na creche em Praia da Costa, em Vila Velha, onde em março de 2019 houve um surto infeccioso da bactéria. Procurada pela reportagem, a Unimed informou que não pode revelar mais detalhes sobre o caso pois não houve autorização da família. 

Bactéria Escherichia coli

A bactéria Escherichia coli enterohemorrágica, detectada em exames de duas crianças infectadas da creche particular de Vila Velha em março de 2019, é uma das variantes mais agressivas da espécie.

De acordo com o médico infectologista Lauro Ferreira Pinto, esse tipo de E. coli é encontrado no intestino do gado saudável.

“Essa bactéria produz uma toxina que se chama shiga. Em humanos, ela provoca anemia, destrói hemácias e plaquetas e causa insuficiência renal: a síndrome hemolítica urêmica. As reações mais graves acontecem em crianças de 2 a 5 anos”, explicou.

O infectologista disse ser raro o surto desse germe, que pode ser transmitido pela ingestão de água e alimento contaminados, além do contato de mãos sujas com a boca.

A médica infectologista Rubia Miossi ressaltou que essa é uma linhagem mais agressiva da bactéria E. coli, já que tem uma mutação capaz de produzir toxinas.

“A ingestão de menos de 100 bactérias desse tipo (Escherichia coli enterohemorrágica) já pode causar a doença. Podemos dizer que é uma linhagem das mais graves ”, avaliou a infectologista.

Os especialistas informaram que a melhor forma de evitar contaminação é através da higiene. É importante lavar bem as mãos, alimentos e utensílios usados para manuseá-los.

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