
A discussão começou quando Enivaldo, líder do governo na Casa, se manifestou pela negativa ao pedido de urgência na votação da matéria feito por Pazonili, que é o autor da proposta.
“As leis do Estado não podem ficar submetidas a essas urgências tão desesperadas, ainda mais no sentido de um lei que já está em execução há muito tempo”, disse Enivaldo.
O líder do governo na Assembleia continuou a criticar o pedido feito por Pazolini. Ele disse que contava com a ajuda dos demais parlamentares presentes na sessão para diminuir a “velocidade” do delegado da Polícia Civil.
Ao subir à tribuna para encaminhar a votação, como autor da proposta, Pazolini apelou para a comoção pública. Ele afirmou que os deputados que votassem contra a urgência estariam indo contra ao que os eleitores esperam deles. “Os nossos cofres públicos estão sagrando mês a mês. O cidadão não aguenta mais ver seu dinheiro ir para o ralo”, esbravejou.
Já sobre o posicionamento e a fala de Enivaldo sobre seu pedido, Pazolini, ainda na tribuna, disse que discordava, mas que, mesmo assim, o respeitava como a um avô, arrancando risos de parte do plenário da Casa. “O deputado Enivaldo é um amigo por quem tenho grande consideração, como se fosse um avô”, ironizou.
Na réplica à fala de Pazolini, Enivaldo não usou do mesmo expediente cordial de seu colega. “Gostaria de lembrar à vossa excelência de que não tenho neto mal educado e atrevido”, rebateu o parlamentar, que ainda chamou o delegado de “criancinha mimada que gosta de aparecer”.
Ao final das discussões, 18 deputados votaram contra o pedido de urgência e cinco votaram a favor. Agora, o projeto vai tramitar pelas comissões da Casa.
Na saída a sessão, Pazolini minimizou o embate com Enivaldo. “Tudo dentro da democracia. Faz parte do Parlamento”, disse.
Já Enivaldo foi procurado para comentar, mas não retornou os contatos da reportagem até o fechamento desta edição.
