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Artigo: assinar serviços de streaming já custa mais caro que TV paga

Por Kayque FabianoÉ fato que o modelo televisivo vive de ciclos. Foi assim com a primeira Era de Ouro da Televisão entre meados da década 40 e 60, a ...

O serviço filmes e séries on-line da Disney será lançado ainda este ano nos Estado Unidos. Plataforma chega em 2020 ao Brasil.

Última atualização

Por Kayque Fabiano

É fato que o modelo televisivo vive de ciclos. Foi assim com a primeira Era de Ouro da Televisão entre meados da década 40 e 60, a segunda, nos anos 90, e a terceira, já no século XXI.

Vivemos hoje a “Era dos Streamings”. Serviços de vídeos por demanda, com transmissão de filmes, séries e programas on-line. A novidade — que começou tímida e chegou no Brasil em 2011 — tem como principal símbolo mundial a Netflix, a mais popular e completa plataforma atual.

Netflix foi a primeira empresa de filmes e séries on-line a se destacar no mercado mundial. (Foto: Divulgação)

Ao longo dos anos, a precursora ganhou companhia de outros serviços, como as americanas Fox Play, Amazon Prime Video, HBOGo, e as brasileiras Globoplay, TelecinePlay e PlayPlus. Mas, sem sombra de dúvidas, a maior e principal concorrente direta com o serviço foi anunciada nesta semana: trata-se do Disney+.

Interface do serviço de filmes e séries on-line, Disney Plus (Foto: Divulgação)

A gigante do entretenimento lança o seu serviço — em novembro deste ano, nos Estados Unidos, e em meados de 2020 no Brasil — prometendo séries originais de peso, com franquias ligadas à Star Wars, e a Marvel Cinematic Universe (MCU), e com um acervo de, nada mais nada menos, do que todo e qualquer conteúdo da Walt Disney Company, incluindo a recém-adquirida FOX.

Tão curioso quanto a nova plataforma, é a opção de sites que oferecem o serviço, que tiverem um aumento significativos nos últimos dois anos. O fenômeno é similar à chegada da TV paga no Brasil, na década passada.

O serviço filmes e séries on-line da Disney será lançado ainda este ano nos Estado Unidos. Serviço chega em 2020 ao Brasil (Foto: Divulgação)

Um “canal” de cada vez. Cada um se especializando em um tipo de conteúdo ou marca própria. O diferente aqui é que, enquanto na TV paga os serviços vêm com um conglomerado de canais, no streaming, para ter acesso a diferentes serviços é preciso assina-los individualmente.

Logo, se assinados ao mesmo tempo, os serviços de streaming ultrapassam R$ 200, enquanto um pacote básico na TV paga oferece canais a partir de R$ 89. Nessas plataformas, a busca pela audiência é a mesma: não fez sucesso? Vai para o limbo do cancelamento e não há mais para onde recorrer.

O mercado do entretenimento já acordou para o novo. Basta saber de que forma o público (e o nosso bolso) irá abraçar esse ideia.

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