
Ao que tudo indica, mais um carro voador poderá ser vendido no Brasil. A empresa holandesa PAL-V está disposta a comercializar por aqui o Liberty Pioneer Edition, um projeto de carro com jeitão de helicóptero, que chama a atenção no Salão de Genebra (Suíça) – a mostra vai até domingo.
É a segunda fabricante deste tipo de veículo a demonstrar interesse no mercado brasileiro. A outra
é a eslovaca Aeromobil, cuja entrega das primeiras unidades está prevista para 2020.
O modelo holandês já tem preço definido: US$ 399 mil (R$ 1,5 milhão na conversão direta, sem impostos) para a versão Sport e US$ 599 mil (R$ 2,3 milhões) para a Executive. A produção será limitada a 90 unidades.
Ambas as versões são construídas em fibra de carbono e virão com controle duplo para voo, aquecimento na cabine e sistema eletrônico de controle de voo. A fabricante vai oferecer ainda um treinamento para que o cliente possa dominar a tecnologia antes de conduzir o modelo.
O Liberty possui dois motores: um para conduzir na estrada, de 99 cv e aceleração de 0 a 100 km/h em cerca de 9 segundos, e um rotor, de 197 cv, para a circulação aérea.
No chão, atinge 160 km/h de velocidade máxima e 1.314 km de autonomia. No ar, chega a 180 km/h, com alcance de 500 km, autonomia de voo de 4 horas e altitude de até 3,5 mil metros.
O veículo roda como um triciclo em ambiente terrestre, inclusive com inclinação da carroceria em curvas como se fosse uma moto. Caso o condutor decida levantar voo, o processo de conversão para o modo de voo leva de 5 a 10 minutos.
O mastro do rotor se desdobra automaticamente, mas o motorista deve puxar a seção da cauda, desdobrar as duas pás do rotor e retirar a hélice para voar.
O veículo funciona como um girocóptero, sendo sustentado por asas rotativas. A pressão do vento do rotor é que cria a sustentação para ele voar e, tal qual um avião, precisa correr numa pista para
decolar e pousar.
Segundo a PAL-V, a certificação do veículo para rodar como carro e também voar, o que garante a sua comercialização, está em fase final de liberação.
O modelo deve ser homologado até o fim do ano, após ser submetido a 50 horas em voos de teste.
