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Denuncismo ideológico nas universidades

O ministro da Educação e Cultura Ricardo Vélez Rodrigues terá um gigantesco desafio no sentido de contribuir para superação de uma cultura que vem ...

Última atualização

O ministro da Educação e Cultura Ricardo Vélez Rodrigues terá um gigantesco desafio no sentido de contribuir para superação de uma cultura que vem pondo em xeque valores importantes para a sociedade e para o ambiente nas universidades.
De fato, o cotidiano universitário tem se tornado um vigiar e punir chatíssimo e deprimente.
Qualquer brincadeira, cumprimento, crítica ou elogio, dependendo do receptor, é sinônimo de misoginia, racismo, homofobia, autoritarismo e machismo.
Hoje em dia repudiamos qualquer tipo de violência física e simbólica contra crianças, idosos, mulheres, homens e animais. Isto é um corolário ético já legitimado nas universidades públicas.
Aqui, os que estudam e trabalham têm uma acuidade auditiva e visual sensível a ações que possam significar assédio moral ou sexual. A metáfora é o gato arrepiado! Talvez nenhuma outra instituição seja tão ciosa na defesa dos direitos individuais e coletivos.
Nessa linha, a quem interessa essa afetação histérica? É que existem nas universidades e na Ufes não é diferente, guetos, frações e grupos feministas radicais, cuja visão de mundo consiste em tentar desqualificar e desmoralizar o gênero masculino visto como predador e explorador durante todo processo histórico universal.
Assim, quem são e o que pensam essas figuras que se apropriam e manipulam bandeiras já consagradas a fim de destilarem o ressentimento, o desentendimento e o ódio de gênero?

A fração de “professores” já ingressa na instituição com o sentimento de soberba, inviolabilidade e intocabilidade.
Produtivista, enxerga o ensino de graduação como exercício de proselitismo que combina dogmatismo, “pedagogia do oprimido” e desconsideração por uma reflexão mais ampla e profunda das mutações e permanências históricas que atingem toda a sociedade. O que quer é financiamento público para laboratórios de pesquisas e participação em congressos dentro e fora do país, muitas vezes, para detratar a nacionalidade e os governantes.
Opera uma tolerância sofista e cínica em relação aos valores éticos proclamados e não efetivados por lideranças sindicais e partidos de esquerda envolvidos na corrupção e no peculato mobilizando uma oposição a Lava Jato, vista como agente da CIA.

O gueto discente é desencantador! Antisistêmico, dogmático e preguiçoso, liga-se a universidade não para se dedicar ao estudo, mas para fazer a política de liberdades absolutas.
O seu senso comum sobre os clássicos das humanidades, é calibrado por uma retórica de ser “contra tudo que está aí” na tarefa de defesa de “minorias” e de um feminismo que quer reparação histórica dissensual.
Especialista na arte de ouvir dizer de corredores, redes sociais, festas e bares ritmados pelas brumas e fluidos etílicos, é contra tudo que signifique bom senso, equilíbrio, disciplina, ética e tolerância, menos, é claro, a ociosidade e pregação da discórdia e conflito.
Com efeito, apesar destas frações almejamos que o governo e os grupos acadêmicos majoritários comprometidos com o estado democrático de Direito vejam na crise universitária a oportunidade para uma reflexão profunda de nosso pensar, sentir e agir, avaliando a missão da Ufes para o Estado e para o País.

(*) Carlos Vinícius Costa de Mendonça
é professor do Departamento
de História da Ufes

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