
O objetivo de se construir uma casa com tecnologias sustentáveis é permitir uma redução significativa da geração de poluentes, seja do ar ou contaminação do solo e água. Uma casa sustentável também deve poupar água, assunto muito relevante nos tempos em que vivenciamos períodos de crise hídrica.
Esses imóveis geram menos impacto na natureza, e isso vai desde a captação e o reaproveitamento da água da chuva, até a instalação de placas de energia fotovoltaica.

Em cada residência é instalada a quantidade de placas necessárias para o consumo médio daquela casa. O morador acaba pagando só as taxas de conexão com as redes de energia e a taxa de iluminação pública, e continua utilizando tudo o que requer energia elétrica para o seu funcionamento como ar condicionado, chuveiro quente e ferro de passar roupas, que são grandes vilões da conta de energia.
Hoje, mais de 80% dos municípios capixabas tem ao menos um imóvel que gere energia por meio do sol. Só na Grande Vitória são 454 imóveis que estão produzindo sua própria energia. O norte do Estado é o campeão, com 29 municípios que já possui produtores de energia, somando 524 instalações. No Brasil inteiro, o número subiu de 20 mil para 48 mil sistemas, em 11 meses.
As placas não precisam estar instaladas no local onde a energia será consumida. “Moradores de prédios, por exemplo, podem ter suas placas instaladas em algum terreno ou residência cuja conta de energia chegue pelo mesmo CPF, abatendo o valor da conta nos dois locais”, explicou o especialista.
“Para se ter uma ideia do motivo da energia fotovoltaica ser considerada uma fonte limpa, a cada KWh gerado por fontes de energia alternativa, como a energia solar, são economizados 3600 litros de água nos reservatórios das hidrelétricas do país”, completou Washington.