O ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, disse que as 15 exonerações ocorridas neste mês foram motivadas apenas “por critérios técnicos”. No entanto, Vélez disse que o presidente do Inep, Marcus Vinicius Rodrigues, “puxou o tapete”.
Vélez foi convocado para dar esclarecimentos na Comissão de Educação da Câmara. O MEC vive uma crise que envolve demissões, disputas entre grupos e recuos de ações. Nesta semana, uma portaria do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Educacionais) suspendeu a avaliação de alfabetização. No dia seguinte, a pasta voltou atrás.
O ministro demitiu o presidente do Instituto, embora o pedido de suspensão da avaliação tenha saído do secretário de Alfabetização, Carlos Nadalim -aluno de Olavo de Carvalho, o secretário foi poupado. Sem ter sido consultada, a secretaria de Educação Básica, Tânia Leme de Almeida, pediu demissão.
“Sobre demissões recentes, tenho me pautado sobretudo por critérios administrativos”, diz ele. “O presidente do Inep puxou o tapete, mudou de forma abrupta o entendimento de fazer as avaliações.” O ministro é sabatinado desde as 10h na Comissão da Câmara. Os deputados têm pressionado o ministro e cobram ações e metas mais consistentes, não apenas intenções.
Enfraquecido no cargo, Vélez garantiu que só deixa o cargo se o presidente Jair Bolsonaro (PSL) determinar. Cobrado pela paralisia do MEC nesses quase três meses, disse que a construção de políticas em uma máquina tão grande como o MEC é demorada.