
Vestir a camisa da Seleção deveria, então, ser o ápice da carreira de qualquer jogador. Aquele sonho que todo brasileiro já teve um dia.
Mas não tem sido assim. A Seleção, a cada ano, parece ficar mais distante do torcedor. Um casamento em crise profunda. Quem não lembra dos tempos em que uma convocação já era suficiente para criar expectativa e parar os torcedores em frente à televisão? Hoje, as convocações são feitas sem alarde algum. Culpa de quem?
Nesta terça-feira (26) a Seleção joga contra a República Tcheca, às 16h45, em Praga. Você sabia? Se sabia, vai acompanhar o jogo? É o último teste antes da Copa América. Competição que, por sinal, vai acontecer no Brasil! Deveríamos estar mais empolgados, não?
Não força, Tite!

Geração
Não é de hoje que faltam protagonistas na Seleção Brasileira. Até mesmo Neymar, nosso camisa 10 e jogador mais importante da sua geração, só foi o “dono do time” no Santos. No Barcelona, ficou sempre à sombra de Messi, apesar de ter feito grandes atuações. Foi para o PSG para ser a maior estrela, mas rapidamente viu Mbappé crescer e dividir as atenções.
A geração atual não é fraca. Não mesmo. Há vários bons jogadores, como os laterais das últimas convocações; alguns ótimos, como Firmino, Marquinhos, Arthur, Richarlison e Paquetá; mas craques, daqueles que decidem, só o Neymar.
Carisma
Tenho uma teoria de que falta carisma para a Seleção reconquistar a paixão da torcida. E vejo dois jogadores com potencial para conquistar a galera. Pela bola que jogam e pelo carisma que têm: Richarlison e Vinicius Júnior.
