Suspeito de participação no massacre da Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano, São Paulo, o adolescente de 17 anos está sendo considerado um dos mentores do massacre e, de acordo com os investigadores, uma pessoa “fria”. De acordo com o jornal Estadão, a Justiça aceitou o pedido de Intervenção Provisória e o adolescente foi levado para uma unidade da Fundação Casa, na manhã desta terça-feira (19).
O delegado titular da delegacia de Suzano, Alexandre Henrique Augusto Dias, afirma que os investigadores estão convencidos que o adolescente estava envolvido no ataque e que teria participado do planejamento do crime. Em provas obtidas pelo Estado de São Paulo, o jovem aparece trocando mensagens com professores e colegas logo após o ataque. Ao falar sobre o crime, diz “nem cheguei a chorar” e depois ri.
Ainda de acordo com o delegado, “ele é uma pessoa fria, com toda a certeza”. Ele ainda afirma que as investigações indicam que o adolescente é um dos mentores do massacre junto de Guilherme Taucci, também de 17 anos e de Luiz Henrique de Castro, de 25. “Ele foi o mentor intelectual, comprou objetos que poderiam fazer ele participar do delito e teve participação junto dos autores na compra desses objetos”, explica Alexandre Dias.
Em entrevista ao jornal Estado, o promotor responsável pelo caso, Rafael Ribeiro do Val, explicou que o rapaz foi imputado pelo ato de participação em homicídio. Ainda de acordo com Rafael, o adolescente ficará internado provisoriamente em uma unidade da Fundação Casa por 45 dias – tempo em que o Judiciário também dará uma resposta sobre o caso.
De acordo com o Estadão, o promotor ainda afirmou que o MP investiga também as pessoas que tenham exaltado o atentado em Suzano pela internet. “Aqueles que tem ezaltado atentados como em Columbine (EUA) e em Suzano estão sendo monitorados e serão responsabilizados, pois exaltação de um crime de forma pública é um crime”.