Com colaboração de Lola Martins

E que mulher! Senhores e senhoras, que mulher! Forte, brava, emotiva e competente. Adjetivos que podem descrever várias mulheres ao nosso redor, dentro do cinema mesmo, inclusive a Capitã Marvel. E foi para isso que ela foi criada, para representar todas e cada mulher. E teve êxito sublime!
Carol Danvers fez muitos olhos brilharem no escuro da sessão e sorrisos de admiração aparecerem depois das luzes se acenderem. Principalmente de seus produtores, já que filme (ameaçado de boicote) bateu recordes em sua estreia.

Carol — para as amigas íntimas — mostra que a revolução feminista é todo o dia. Quando teimamos em levantar. Quando nos dizem que somos fracas por trabalharmos com emoção, quando querem nos adestrar e conter toda força que temos, quando querem tornar quem nos representa, e do qual temos orgulho, em vilãs.
Ao contrário de Pantera Negra e Mulher Maravilha, que trouxeram uma representatividade fantástica e fantasiosa, digna de cinema. Capitã Marvel trouxe o real. Mostrou que mulheres sempre têm de ir mais alto, mais longe, ser mais veloz e muito, muito mais forte. E mesmo sendo dona do universo, a ex-agente da Força Aérea norte-americana, antes de ganhar seus poderes, já enfrentava batalhas no seu dia a dia e ganhou todas.
A diretora Anna Boden, que também atuou no roteiro do longa, junto com as roteiristas Jac Schaeffer e Geneva Roberston-Dworet, trouxe uma sensibilidade, frases e situações que apenas uma mulher poderia traduzir do feminismo. Inclusive, estamos ansiosas para ver essa representação novamente, já que Schaeffer está escrevendo o filme de outra grande mulher do universo Marvel, a Viúva Negra.

Esperamos agora que Carol Danvers não seja apagada pelo grupo de Homem de Ferro e Capitão América no próximo, e tão esperado, “Vingadores: Ultimato”. E não aconteça o mesmo que com sua correspondente no mundo DC, a Mulher Maravilha. Queremos ver agora a mulher sendo representada como forte, como uma das melhores, mas junto com os melhores homens. Porque sabemos que ela é boa, então #deixaelatrabalhar.