- Vitória, ES 23°C

Vitória 23°C

Anúncio
Economia

Justiça limita devolução de dinheiro a vítimas de golpes do cartão

Ser vítima de golpe no cartão de crédito nem sempre resulta em reembolso por parte do banco ou da operadora, e a Justiça tem respaldado essas ...

Uso de tíquete: benefício ao trabalhador pode integrar base de cálculo das contribuições sociais previdenciárias

Última atualização

Ser vítima de golpe no cartão de crédito nem sempre resulta em reembolso por parte do banco ou da operadora, e a Justiça tem respaldado essas decisões das empresas.

O Judiciário, principalmente o Superior Tribunal de Justiça (STJ), tem dado ganho de causa aos bancos, nos casos em que fica comprovado que os golpistas usaram a senha dos clientes e os cartões com chip. Nas decisões, os magistrados alegam negligência dos titulares.

O especialista em Direito do Consumidor Renato Ferron explicou que, em qualquer situação, o banco não se responsabiliza de forma imediata pelo prejuízo. “É feita uma análise para saber até que ponto o consumidor ‘contribuiu’ para o golpe acontecer”.

Segundo Ferron, tudo é analisado: valores, horários, tipos de produtos comprados ou serviços contratados. O objetivo é observar se as transações “batem” com o perfil de compra do titular do cartão.

“É preciso ficar bem atento, não dar chance para o golpista ter acesso ao cartão e à senha. Além disso, o consumidor tem de se sentir parte do processo, mesmo que depois o banco faça a restituição. Na primeira suspeita de golpe, é preciso entrar imediatamente em contato com a operadora, relatando o fato”, completou Ferron.

Para a vice-presidente do conselho diretor da Proteste e especialista em Defesa do Consumidor, Maria Inês Dolci, em eventos como o Carnaval, os golpistas aproveitam os ambientes de muita aglomeração para promover golpes, como espiar o consumidor digitar a senha e trocar o cartão original por um similar.

“Na confusão, o consumidor demora a notar que seu cartão foi trocado”, disse.
Nesses casos, Maria Inês afirma que os bancos não se responsabilizam e se recusam a reembolsar o titular, porque entendem que o consumidor deve ter cuidado quando for utilizar sua senha.

“É diferente de quando você teve o cartão clonado sem utilizá-lo. Nessa situação, o consumidor deve procurar a operadora imediatamente e não reconhecer aquelas compras. Assim, elas são suspensas e irão para uma análise. A comunicação precisa ser na hora, para as providências serem tomadas”.

Orientações

Para reduzir o risco de ser vítima de golpista, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) destaca as seguintes orientações:

Olho no cartão

  • Nunca empreste ou entregue o cartão para ninguém e nem perca de vista. Pode haver a troca do cartão.
  • Tome cuidado com esbarrões que possam levar a perder de vista, temporariamente, o seu cartão.
  • Se isso ocorrer, verifique se o cartão é realmente o seu. Em caso negativo, ligue imediatamente para o banco e solicite o cancelamento.
  • Quando destruir um cartão, corte o chip ao meio. Mesmo com o plástico cortado, é possível fazer transações se o chip estiver intacto.

Roubo

  • Em caso de roubo, perda ou extravio, ligue imediatamente à Central de Atendimento do seu banco e solicite o cancelamento do cartão.
  • Também é indicado registrar um Boletim de Ocorrência em uma delegacia mais próxima.

Cuidado com a senha

  • Nunca guarde a senha junto com o cartão. Isso reduz o risco em casos de perda ou roubo.
  • Ao efetuar pagamentos, não deixe que o cartão fique longe do seu controle e tome cuidado para que ninguém observe a digitação da sua senha.
  • Solicite sempre a via do comprovante e confira o valor impresso da compra.

Comunicação

  • Cadastre-se para receber avisos por SMS ou e-mail a cada transação realizada, aumentando a chance de identificar uma transação fraudulenta.
  • Nenhum banco envia alguém até a sua residência para retirar um cartão de débito ou crédito.

Fonte: Febraban

Mais Lidas

Ver tudo ›

    Bem-vindo(a) ao
    Tribuna Online!

    Seu bloqueador de anúncios está ativo.

    A publicidade ajuda a manter nosso jornalismo. Libere os anúncios para apoiar o Tribuna Online.

    Obrigado por apoiar o jornalismo local.