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Vídeo: Morador de Vitória registra manifestação de estudantes com drone

Formado pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), o engenheiro eletricista e proprietário da Dronerys, Bruno Moretto, de 36 anos, mora ...

Última atualização

Formado pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), o engenheiro eletricista e proprietário da Dronerys, Bruno Moretto, de 36 anos, mora próximo à Reta da Penha e, como já trabalha fazendo imagens aéreas, aproveitou para gravar a manifestação, reliazada por estudantes e professores, nesta quarta-feira (16), contra os cortes nas verbas para a Educação.

Bruno explica que é a favor da Educação, independente do governo vigente. “Não é questão da minha posição em relação ao governo, mas nenhum país do mundo vai pra frente sem gastar pesado em educação. A nossa já não é das melhores. A superior é até muito boa, mas o ensino médio e fundamental é horrível. Já fui professor e sei que governos anteriores poderiam ter feito mais por isso. Enfim, contingenciamento se faz em vários lugares, inclusive poderiam contingenciar os altos salários que recebem a classe política”, afirmou.

“Educação não é brincadeira, independente de estarmos falando de verbas discricionárias ou obrigatórias”, finaliza.

Sete mil protestam em ruas de Vitória

Estudantes da rede pública de ensino, principalmente alunos da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes), lotaram as ruas de Vitória ontem durante protesto contra os cortes de verbas na Educação.

Segundo estimativa da Polícia Militar, foram 7.500 participantes. Nem mesmo a chuva do fim da tarde de ontem desanimou os estudantes.

Cantando “pode chover, pode molhar, eu tô na luta pra escola não fechar”, eles caminharam da Ufes e do Ifes em direção à Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales). O trânsito ficou complicado no fim da tarde e início da noite, com ruas tomadas por estudantes.

Os manifestantes chegaram à Ales por volta das 19h30. A concentração ocorreu em dois pontos. Um grupo se reuniu na Ufes e saiu por volta das 17h pelas avenidas Fernando Ferrari e Reta da Penha. O outro grupo se reuniu na pracinha de Jucutuquara, ao lado do Instituto Federal do Espírito Santo, e seguiu pela Avenida Vitória, também por volta das 17 horas.

Os estudantes gritavam frases de ordem, como: “Sou estudante, sou radical, não sou capacho do governo federal”, “eu tô na luta, não abro mão, essa balbúrdia vai salvar a Educação”, “tira a tesoura da mão e valoriza a Educação” e “educação não é esmola, oh Bolsonaro, tira a mão da minha escola”, entre outras.

De cima de um dos dois trios elétricos presentes no ato, um dos organizadores anunciou que o Presidente havia chamado os manifestantes de “idiotas úteis”, o que provocou reação dos estudantes, com xingamentos contra Bolsonaro.

Estudante de física do Ifes de Cariacica, Marcelo Gustavo Ezequiel, 18, fez questão de ir para a rua. “A gente já estava insatisfeito com a situação do País. Esse corte de verba foi o estopim da bomba”. Aluna do curso de Serviço Social da Ufes, Rosana Ferraz, 18, teme as consequências da falta do dinheiro.

“Esses cortes atrapalham as pesquisas de iniciação científica”. Doutorando e professor da Ufes, Junior Hora, 31, explicou que luta pela permanência da universidade. “Quero que outros filhos de trabalhadores rurais se tornem doutores, assim como eu”, citou.

Mestranda em Educação na Ufes, Larissa Francisco, 22, contou que defende a educação pública, gratuita, laica e de qualidade. “Venho da escola pública, fiz minha graduação na universidade federal e sei a importância que é ocupar este espaço.”

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