As últimas lembranças do capixaba Lyanco, 22 anos, com a camisa da seleção brasileira não são das melhores. Capitão da equipe sub-20 no Sul-Americano de 2017, ele amargou junto com o time uma eliminação no hexagonal final, que deixou o Brasil fora do Mundial da categoria.
A partir do dia 1º de junho, porém, o zagueiro do Bologna, da Itália, terá uma nova chance com a camisa verde-amarela.
Convocado na quarta-feira (15) para a seleção olímpica pelo técnico André Jardine para o Torneio de Toulon, na França, o defensor espera ficar de vez no radar até a Olimpíada de Tóquio, em 2020 — o Brasil disputa o pré-olímpico da modalidade no início do ano que vem.
Como recebeu a convocação?
Lyanco — Fiquei muito feliz. É tudo resultado de um trabalho que venho fazendo aqui na Itália. Quero dar o meu melhor pela seleção!
Você foi o capitão da seleção sub-20 no Sul-Americano de 2017, quando o time não foi bem. Como encara a nova chance?
No Sul-Americano, tínhamos uma seleção muito forte, todos empenhados em levar o título para o Brasil. Mas, infelizmente, não saiu da forma como queríamos. Neste momento eu pretendo, junto com os jogadores que foram convocados, e conheço bem todos eles, fazer um grande torneio. Quero muito estar na Olimpíada e ajudar a buscar o bicampeonato para o Brasil.
Você já trabalhou com o técnico André Jardine? Quais as referências sobre ele?
Fomos campeões da Libertadores sub-20, trabalhamos na base e também no profissional do São Paulo. Ele é um cara que estuda muito o futebol, sempre está atualizado com técnicas e pensamentos do futebol europeu. Um treinador multicampeão que dispensa comentários.
A convocação premia seu momento no Bologna?
Sim, graças a Deus este ano está sendo muito especial. Segunda-feira eu marquei meu primeiro gol na Série A, um gol muito importante para o Bologna (vitória por 4 a 1 sobre o Parma). A convocação vem para mostrar que estou no caminho certo na vida profissional, me premia muito.
