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Musas do campo na colheita do morango e do café

É em meio à natureza, no plantio de café, milho, morango e uva que duas mulheres jovens e bonitas compartilham do mesmo amor nas redes sociais: a ...

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A estudante de educação física, Beatriz Rossow, mostra como é a rotina da colheita de café (Foto: Acervo Pessoal)É em meio à natureza, no plantio de café, milho, morango e uva que duas mulheres jovens e bonitas compartilham do mesmo amor nas redes sociais: a vida no campo.

Para quem pensa que as mãos delicadas não são colocadas para jogo quando o assunto é trabalho árduo, se engana.

Beatriz Rossow Felz, 21 anos, moradora de Córrego São Roque do Estevão em Vila Pavão, noroeste do Estado, e Jamila Dias Brambilla, 20, lavradora e moradora de Forno Grande, em Castelo, no Sul, apesar de serem conectadas na internet, mostram pra valer que pegam pesado quando o assunto é a vida rural.

As duas têm em comum o amor pela vida no campo e compartilham fotos das suas rotinas, com os momentos em colheitas da agricultura familiar.

“Eu vou para a roça mesmo, ajudo a capinar, ajudo com o gado também. Pego café, colho feijão, milho, tem também uva e caqui. Eu não tenho vergonha do que eu faço e sou, é a minha raiz, é da onde eu vim”, detalha Beatriz.

Uma foto da jovem chegou a ser publicada no perfil “Capixaba da Gema”, tendo repercussão e muitos comentários elogiando a estudante de Educação Física. “Tem princesa que usa chapéu e cesto de palha”, diz um deles.

Para ela, apesar de ter o sonho de abrir um estúdio de pilates, a vida no campo vale muito mais a pena e não abrirá mão de morar na zona rural.

A lavradora Jamila Dias Brambilla, também não esconde a sua paixão pela vida no campo (Foto: Acervo Pessoal)“Eu faço mais para tirar essa máscara da vergonha, mostrar que sou feliz nesse meio, que dá para viver das coisas mais simples.. O dinheiro não é tudo”, salienta.

A lavradora Jamila Dias Brambilla, também não esconde a sua paixão pela vida no campo. E nesse cenário, que pretende almejar seu futuro profissional.

“Antes o meu sonho era fazer uma faculdade, mas me dediquei ao cultivo de nossas lavouras. Minha rotina se resume em acordar às 6h para ir à roça e voltar para casa 10h para almoçar. Volto a tarde mais uma vez para a roça”, disse.

O campo, para Jamila, é aprendizado. “É espaço de crescimento para a mulher agricultora. Observo sempre a dedicação dos meus pais, que também trabalho com isso. A mulher é o combustível n meio rural, tem função de ser a lapidadora”, ressaltou.

Jamila mostra a colheita de morango em seu sítio (Foto: Acervo Pessoal)“Quero deixar um legado que o trabalho é tão digno quando a mais alta profissão”

Se já não bastasse o amor pela vida no campo, a lavradora Jamila Dias Brambilla, 20 anos, também possui uma beleza digna de títulos.

Ela já conquistou o de Rainha da Festa Da Pizza, em São José do Alto Viçosa e de Princesa da festa do Café, na comunidade da Bateia e conta como é a sua rotina.

A Tribuna – O que significa a vida no campo para você?
Jamila Brambilla – Desde muito nova me orgulhei da profissão dos meus pais, que são lavradores também. Olhando e estando juntos, despertou em mim o desejo de fazer parte daquele ambiente, no intuito de dar prosseguimento a esse trabalho grandioso, que a cada dia coloca alimentos na mesa de cada brasileiro.

Você não pensa em estudar?
Alguém pode se perguntar: Como ela não escolheu fazer um curso superior, já que no meio rural as dificuldades são enormes? Confesso que por um tempo, tinha essa vontade. Mas hoje, vejo que aqui é que está o meu futuro, aqui está a minha raiz.

Qual o seu maior sonho?
É conseguir estabilidade para dar auxílio aos meus familiares. Eu vejo a dedicação e muitas vezes o sofrimento de todos que convivem no campo. Espero deixar um legado que o trabalho é tão digno quando a mais alta profissão.

Você gosta de redes sociais?
As postagens das redes sociais é uma forma de incentivar a valorizar seus trabalhos seja ele qual for. Além de divulgar a minha região e os produtos que aqui são cultivados e as plantações.
 

Beatriz mostra feliz o fruto do seu trabalho no sítio (Foto: Acervo Pessoal)“O que eu mais gosto mesmo é a paz que eu tenho”

A vida tranquila em meio ao campo, é o que mais agrada a modelo e estudante de educação física, Beatriz Rossow Felz, de 21 anos. 

Apesar de ser muito conectada na internet, mostra pra valer que pega pesado quando o assunto é a vida rural.

A Tribuna – Sempre foi o seu sonho trabalhar no campo?
Beatriz Rossow Felz – Eu nasci na roça, meus pais são agricultores e minha avó mora conosco. Sempre que tenho a oportunidade para trabalhar na roça, eu vou. Eu amo fazer isso, a colheita do café, ajudar a capinar, até com o gado. Quando eu era mais nova, meu sonho era ser modelo. Mas agora sou formada em educação física. Meu sonho é abrir um estúdio de pilates e quero continuar morando aqui na roça.

Como é a sua rotina?
Os meus pais acordam sempre 4h30 da manhã, e eu por volta das 6h30. Sempre arrumo a casa e na colheita. Eu tenho muito orgulho da nossa rotina diferenciada.
Eu espero no futuro dar uma vida mais tranquila e com descanso, para meus pais. Eles trabalham no sol o tempo todo por conta da colheita.

Estar em contato com a natureza te agrada mais que a cidade grande?
Muito mais! tudo acontece com outra velocidade, olhamos com outros olhos. O que eu mais gosto mesmo é a paz que eu tenho. Sem barulho, sem violência, dá um alívio. Claro que eu também gosto muito de dançar até mesmo pomerano, gosto de estar com minha familia, assim como também gosto do agito que a cidade grande oferece.

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