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Mortes na Terceira Ponte: “Eles foram assassinados”, diz tia

Muito abatida, a cuidadora de idosos Maria Helena Gonçalves, 52 anos, tia do motoboy Kelvin Gonçalves dos Santos, não se conforma com a morte do ...

Kelvin ao lado de Brunielly

Última atualização

Kelvin ao lado de Brunielly (Foto: Acervo pessoal)Muito abatida, a cuidadora de idosos Maria Helena Gonçalves, 52 anos, tia do motoboy Kelvin Gonçalves dos Santos, não se conforma com a morte do sobrinho, a quem criou como filho, desde 1 ano e oito meses de vida.

“A realidade é que a gente sabe que os dois não sofreram um acidente. Ele e a namorada foram assassinados”, disse a tia.

Maria Helena contou que o sobrinho tinha muitos sonhos e que o último dele era o de ser policial militar. “Da última vez que conversamos, ele falou que queria fazer prova para ser PM”, comentou a tia.

Ela ressaltou que ele era trabalhador, fazia entrega de pizza e comida. “Ele queria crescer na vida. Tinha uma filha de um ano e oito meses e tinha acabado de nascer outro bebezinho. Então é muito difícil. É uma dor que não tem como explicar”, comentou.

O pastor Pedro Paulo Pereira, 54, lembra que o rapaz era muito carismático. “Ele tinha uns 13 anos, era bem franzino e colocamos um apelido nele de Pequeno Polegar. Ele interagia com os outros, sentava na bateria e desenvolvia seu talento e enriquecendo os cultos, com alegria contagiante”, disse.

Pedro Paulo explicou que o jovem tentou retornar para Cachoeiro, mas acabou retornando para a Grande Vitória. “Ele procurou emprego, mas infelizmente as portas não se abriram para ele”, comentou.

DEPOIMENTOS

“Acabaram com a minha vida”
“Eu estava trabalhando, quando o tio dela me chamou e disse: sua filha morreu. Fiquei desesperado. Acabaram com minha vida. Minha filha era uma menina nova, ia fazer 18 anos em julho. Não viveu nada ainda. Não se pode sair por aí usando carro como arma para tirar a vida das pessoas. Eu não posso fazer nada. Eles são pessoas com condições, tem dinheiro. Eu não posso fazer nada, mas a Justiça vem de Deus”.

“Meu coração está arrasado”
“Meu coração está arrasado. O que pedimos é que seja feita Justiça com esses dois rapazes. Nem sei quem eles são. Mas que não fiquem impunes para assassinar outras pessoas inocentes. Minha filha era uma menina nova e não fazia nada de errado. Saiu para lanchar e vem umas pessoas e tiram a vida de minha filha. Eu quero Justiça”.
Jucélia Carolina Alves Oliveira, 38 anos, auxiliar de serviços gerais.

“Vou guardar boas lembranças”
“Não tive muito tempo para conviver com minha irmã, mas vou guardar muito as boas lembranças que tive em alguns momentos que pude passar com ela. Foi muito duro e a única coisa que quero que façam pela minha irmã e o namorado dela é Justiça. A família não quer deixar isso impune. Minha irmã tinha a vida toda pela frente”.
Victória Evelyn, 10 anos, irmã de Brunielly.

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