O perigo está no ar. Um gás sem cheiro e invisível com capacidade de intoxicar e causar asfixia em pessoas. Esse é o monóxido de carbono (CO). Autoridades chilenas acreditam que esse composto químico tenha sido o responsável pela morte de uma família catarinense, em Santiago, na noite de quarta-feira (22).
Esse composto químico está muito presente nas siderúrgicas e o engenheiro William Brown explica como a indústria monitora os níveis de presença desse gás nas fábricas para evitar a intoxicação de seus funcionários. Brown explica que há uma alta produção de monóxido de carbono no processo de redução de minério de ferro. A maior concentração do gás fica no entorno do forno.
“São lugares em que o trabalhador e o gerente têm de ir para verificar a produção. Do nível do topo para cima, você tinha que andar com detector de gás. No momento que ele passa de 50 partículas por milhão (PPM), o aparelho começa a apitar para você olhar e sair do local. Nessa hora, alguns até prendiam o ar para sair de perto do forno”, disse ele.
O equipamento fica em um bolso no lado esquerdo da camisa do uniforme bem próximo ao coração. E os sinais sonoros são proporcionais a presença do CO – quanto maior a concentração de gás, mais sinais são emitidos pelo aparelho. Além do bip, o visor do detector também pisca para alertar o trabalhador.
“O CO é indolor. Não é visível e não tem cheiro. Não é igual a entrar em um lugar com gás de cozinha, no qual é possível sentir o cheiro. É um perigo”, explicou o engenheiro que trabalhou por muitos anos com eletroredução.
Brown informou que há notícias de alguns acidentes com trabalhadores por conta do monóxido de carbono na indústria. Nesses casos, um sinal da intoxicação é o enjoo.
