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Mais um grupo quer investir em refinaria no Estado

Um grupo de investidores está perto de assinar protocolo de intenções para a instalação de uma refinaria de petróleo em Aracruz.É o segundo ...

Projeção do Porto de Gamboa.

Última atualização

Um grupo de investidores está perto de assinar protocolo de intenções para a instalação de uma refinaria de petróleo em Aracruz.

É o segundo empreendimento para refino planejado para o Espírito Santo: na última semana, a multinacional Oil Group Exploração e Produção anunciou projeto para a área do Porto Central, que será implantado em Presidente Kennedy.

Os diálogos são mantidos em sigilo, por envolver o governo do Estado e a prefeitura, mas a empresa (privada) terá visita agendada ao município para os próximos dias a fim de apresentar sua proposta.

As tratativas surgem no momento em que a Petrobras prepara a venda de oito de suas 13 refinarias, com o objetivo de arrecadar US$ 15 bilhões (R$ 60,62 bilhões). Curiosamente, o presidente da estatal, Roberto Castello Branco, disse recentemente que a atividade de refino, hoje, não é lucrativa.

Contudo, o coordenador do Fórum Capixaba de Petróleo e Gás da Findes, Durval Vieira de Freitas, avalia que não é bem essa a situação. Segundo ele, a Petrobras quer focar na exploração e produção, reduzindo sua participação em refino e distribuição, porque é onde a empresa tem expertise (competência).

O mercado de refino, diz ele, é lucrativo, mas, assim como o de distribuição, requer muita agilidade, o que acaba afetando o resultado de uma estatal, na qual há entraves burocráticos.

Havendo capital, vale a pena investir em refinaria de petróleo. Há inclusive empresas capixabas interessadas – nos bastidores, a informação é de que a Vipetro e Imetame, por exemplo, veem com bons olhos a atividade.

O Brasil, embora autossuficiente em petróleo, exporta gasolina e outros derivados. E produzir um produto elaborado sempre é vantajoso. Lembrando que, por meio do refino, produz-se outros materiais, como óleo diesel e lubrificantes.

A cifra do projeto em Aracruz ainda não é conhecida, mas, para balizar, vale lembrar que o investimento da Oil Group, em Kennedy, é de R$ 1 bilhão, com a perspectiva de criar oportunidades de negócios e empregos.

Projeção do Porto de Gamboa. (Imagem: C-Port Brasil)Projeto de porto em Itapemirim vai ser oferecido a europeus

Depois de investir R$ 85 milhões no projeto do Porto de Gamboa, em Itapemirim, a Edison Chouest quer recuperar o que gastou e, em troca, entregar seus planos para outros investidores. Um grupo chinês está entre os interessados, mas a multinacional americana também dialoga com portugueses, holandeses e cingapurenhos.

O deputado estadual Theodorico Ferraço, que participa das negociações para viabilizar os portos desde a década passada, disse que a definição sobre o negócio virá com o diretor-executivo da companhia, Ricardo Chagas. Dele, espera-se uma autorização por escrito para autorizar a transação.

O grande diferencial do projeto é o fato de já contar com Licença de Instalação (LI), autorização ambiental considerada o maior desafio para a construção de um porto – maior até que levantar capital.

O negócio ficou no papel por conta de desentendimentos entre a empresa e o poder público e, ainda, pela influência de Brasília na gestão petista, que levou a empresa a investir no Porto de Açu, no Norte do Rio de Janeiro.

A empresa, segundo Ferraço, pretende apenas reaver a quantia que investiu – incluindo aquisição de terreno, cuja área total supera 1 milhão de metros quadrados; e os projetos. O plano não é lucrar.

Retomado, o empreendimento promete movimentar a economia do Estado e criar empregos, em um momento de estagnação. Pode, ainda, ser utilizado para a movimentação de contêineres, resolvendo um gargalo logístico que ameaça tirar várias empresas de comércio exterior do território capixaba no futuro.

Além da LI, outra vantagem é que Itapemirim fica perto de Anchieta, destino da ferrovia a ser construída pela Vale a partir da Grande Vitória.

Bye, Librelato!

Fabricante de carrocerias e outros implementos rodoviários, a Randon inaugura seu centro de distribuição em Linhares no dia 6 de junho. A empresa tem planos de expandir seus negócios na cidade capixaba e criar uma unidade de produção.

Enquanto isso, fica cada vez mais claro que a Librelato – que atua no mesmo ramo – não mais levará à frente a fábrica planejada para o município. A empresa comprou na cidade um terreno de 56,3 hectares, o equivalente a 56 campos de futebol, para instalar seu empreendimento.

Ela, porém, anunciou recentemente investimento de R$ 25 milhões para aumentar sua capacidade produtiva nas unidades de Içara e Criciúma, cidades de Santa Catarina.

Com a confirmação da concorrente no Espírito Santo, até fontes do governo do Estado já admitem que a empresa não vem mais para os lados de cá. Agora, fica a dúvida: o que será do terreno?

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