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Mulheres que transformam o amanhã

Se depender do trabalho e da dedicação das mulheres, amanhã será mesmo melhor. Seja à frente de negócios, ações ou projetos, e muitas vezes superando ...

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Se depender do trabalho e da dedicação das mulheres, amanhã será mesmo melhor. Seja à frente de negócios, ações ou projetos, e muitas vezes superando preconceitos, elas têm demonstrado que é possível transformar o futuro.

Algumas pesquisas recentes dão uma noção da força que a mulher tem representado nas mais diversas frentes. Na iniciativa privada, de acordo como o Sebrae, existem mais de 8 milhões de mulheres empreendedoras no Brasil. Somente no Espírito Santo, elas somam 89 mil. E a expectativa é de que, em pouco tempo, elas superem o número de homens empreendedores, hoje em 91 mil.

No Terceiro Setor, 51% das organizações têm mulheres em posições de liderança, segundo pesquisa do Grupo de Institutos Fundações e Empresas (Gife). Outro dado interessante revela que o Brasil é o país íbero-americano com maior porcentagem de artigos científicos assinados por mulheres, seja como autoras ou como co-autoras. Segundo a Organização dos Estados Íbero-americanos (OEI), dos 53,3 mil artigos publicados por brasileiros, 72% são assinados por pesquisadoras mulheres.

Esses são apenas alguns exemplos. A participação efetiva da mulher na vida econômica, política e social vai muito além de índices e estatísticas. Cada vez mais elas deixam sua marca na construção histórica da sociedade, seja na produção de riquezas e de conhecimento seja transformando vidas a partir de trabalhos sociais.

Apesar da inquestionável importância dessas protagonistas, entretanto, muitas vezes elas não são devidamente reconhecidas. Mas essa história está mudando em nosso Estado. Uma premiação inédita, lançada esse mês de abril no Espírito Santo, vai identificar e premiar mulheres, em diferentes áreas, cujo trabalho tem servido de motivação e até de força para impulsionar outras pessoas. São empreendedoras dos setores privado ou público, ou ainda gestoras de iniciativas sociais, que têm impresso seu trabalho e dedicação em projetos diversos e, com eles, gerado transformação em seu entorno ou na sociedade como um todo.

Conhecer e reconhecer essas mulheres e os trabalhos que conceberam ou conduzem é uma forma de agradecer pelo futuro que elas estão ajudando a construir hoje. É também uma maneira de inspirar as meninas e as jovens que começam a trilhar seus caminhos e correr atrás dos seus sonhos nesse momento.

Precisamos oferecer a elas representações positivas de mulheres do presente para que possam se identificar. Isso também faz parte do processo de empoderamento feminino, da formação de cidadãs.

Devemos à nova geração, ainda, buscar formas de reduzir arestas criadas no passado e articular na construção de uma vivência mutuamente inclusiva entre homens e mulheres. Um futuro onde todos os seres humanos possam compreender suas vidas em uma perspectiva ainda mais ampla e, a partir daí, conseguirem participar, em sua individualidade, das mais variadas formas da criação de um amanhã sustentável, igualitário e renovado.

Ao longo de toda a história, nada inspirou mais poetas, músicos, compositores e pintores do que as mulheres. Com este prêmio, elas passam a inspirar também as empresárias, políticas, gestoras, cientistas e outras vencedoras do futuro. Em um futuro bem próximo, esse tipo de premiação se tornará obsoleta, pois a equidade tão almejada será uma realidade.

Herta Torres é gerente de Comunicação e Relações Institucionais

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