
Na época, algumas atrizes deram “unfollow” no perfil de Marina no Instagram. Muitos seguidores perceberam, tomaram suas próprias conclusões sozinhos e instauraram um julgamento público nas mídias sociais.
Durante a conversa, a atriz revelou que ver seu nome na polêmica lhe causou crises de ansiedade.“Obviamente, ter meu nome nisso me abalou. Tive crises de ansiedade e momentos bem conturbados. Foram dias intensos, sem que eu entendesse muito bem o que estava acontecendo”, disse Marina.
“Conheci o José [Loreto] agora, em O Sétimo Guardião, assim como o [Marcos] Caruso e a Isabela Garcia”, conta Marina. “Está todo mundo buscando o seu lugar ao sol, se dedicando e tentando aproveitar as oportunidades, né? De maneira geral, sempre tive um bom relacionamento com todos os meus parceiros de cena, e eu me considero generosa. Sou do tipo que fala: ‘Cara, tamo junto’. Meu compromisso é fazer a novela dar certo, e ninguém consegue isso sozinho. Um depende do outro, e quanto melhor o astral, maior o respeito, tudo flui”, começou ela.
“Mas, realmente, não vejo sentido em falar sobre um assunto que não é meu, não faz parte da minha vida. Claro que eu não tive nenhum tipo de envolvimento com ele [Loreto]. E só”, completou Marina.
Em meio ao turbilhão, Marina buscou serenidade na terapia, na música (“para acalmar”) e nos florais. A ruiva também comentou que receber apoio da família e de amigos foi muito importante nessa época.
“Várias mulheres, incluindo atrizes, me procuraram para dizer: ‘Olha, mesmo que tenha acontecido alguma coisa, tudo bem, você não precisa ser metralhada por causa disso. Saiba que você pode contar comigo’”, afirma. Além disso, o marido, Xandy, com quem é casada há um ano e meio, se mostrou um bom companheiro. “Admiro o homem que escolhi para construir minha família, minha história”, disse.
Embalada por essa rede de apoio, Marina decidiu focar 100% no trabalho. “Nada mudou: não atrasei, não faltei, não deixei de fazer nada”, diz ela, que encerra O Sétimo Guardião neste mês. “Cumpri tudo como o previsto e os roteiros não foram afetados por minha causa.” Sobre o “unfollow” das colegas, contemporiza: “Não tenho interesse em atacar ninguém, senão, também vou estar…”, interrompe. “Em falta com a sororidade?”, pergunto. “Isso”, responde Marina. “Acho que a gente aprende o tempo inteiro, com tudo o que acontece. Comecei a fazer uma retrospectiva de situações em que fui machista, acreditando numa fofoca, me deixando levar por algo que alguém falou e, às vezes, tomando aquilo como verdade”, afirma. “Eu mesma parei e falei: ‘Cara, já tive atitudes que não foram legais’. Então, que isso sirva de aprendizado.”