Aos gritos de palavras de ordem como “educação não é mercadoria” e “fora Bolsonaro”, cerca de 2 mil estudantes e servidores do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes) e Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) realizaram um protesto na noite desta sexta-feira (03), em Vitória.
O manifesto foi organizado hoje (03) mesmo, por meio de grupos de estudantes no WhatsApp. A concentração aconteceu na praça de Jucutuquara, próximo ao campus do Ifes da capital, a partir das 18 horas. Pouco antes das 19 horas, o grupo seguiu caminhando em direção ao Palácio Anchieta, no Centro de Vitória.
Os manifestantes seguravam cartazes, tinham apitos e ocuparam duas vias da avenida Vitória, sentido Centro. Os estudantes de música na Ufes, Ivan Amorim, de 29 anos, Maria Beatriz Cota Vila Real, 18, Luíza Molulo, 19, e Thiago Miguel Santos, 26, formavam, juntos com outros alunos da universidade, um cordão de isolamento.
De acordo com os estudantes, o manifesto foi a prévia da paralisação marcada para acontecer no próximo dia 15. “Estamos aqui contra o corte de recursos para a educação federal. Nosso direito de estudar com condições dignas está ameaçado”, ponderou Thiago.
Os estudantes do curso técnico de segurança do trabalho do Ifes, Ana Paula Martins Aragão, 23 anos, e Marlon Henrique Pinheiro, 25, apoiaram os colegas. “Com esse corte, a gente nem sabe se vai conseguir de formar, em 2022. Nosso auxílio-alimentação está atrasado. Tenho medo de não conseguir estudar”, relatou Ana Paula.
A ONG Transparência Capixaba também se manifestou ontem, por meio de nota, demonstrando preocupação e discordância pela “forma pouco transparente como tem sido tratada a questão do corte de verbas em educação superior”.
O coordenador da bancada capixaba, deputado Da Vitória, informou que vai solicitar para a próxima semana uma agenda dos parlamentares do Estado com o ministro da Educação para solicitar informações sobre os cortes nas instituições de ensino.
Greve
Além do protesto dos estudantes na noite desta sexta (03), a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) anunciou uma greve nacional da educação no dia 15 de maio. A greve, segundo a confederação, é em resposta aos ataques à educação pública.
