
“Eu era o ‘ovelha negra’ da família. Quando tinha 11 anos, meu pai morreu, deixando minha mãe com três filhos. Meus avós ofereceram para nos ajudar, contanto que minha mãe não deixasse o Serginho, que era muito levado. Ela não topou! Ela era professora e fez um monte de coisas para nos criar. Segui minha vida. Comecei a fazer o curso de Comunicação Social, mas larguei no terceiro período. Fiz teatro e, hoje, estou em um filme internacional que estreará em 13 de junho. Sou um alienígena em ‘MIB: Homens de Preto’”, ostenta, aos risos, sem dar spoiler se vai rolar “glu glu” e “yeah, yeah” no longa.
Mas Mallandro garante que estará em Los Angeles para conferir. Vai disparar muitos “rás” por lá? “O ‘rá’ é positividade total e o glu glu é infalível para tudo! As pessoas têm que acreditar em mim! Ele funciona! É um mantra”, afirma, às gargalhadas.
Para quem ainda duvida, sexta-feira (31), às 21h, o humorista estará com o novo show “Sérgio Mallandro – O Errado que Deu Certo” no Espaço Patrick Ribeiro, em Vitória. “Meu show é um remédio para a tristeza”, garante.
“As pessoas não podem fazer das suas vidas um problema” – Sérgio Mallandro, humorista e ator
AT2: O show é novo, mas o conceito de rir da própria piada continua?
Sérgio Mallandro: Sim. No “Sérgio Mallandro – O Errado que Deu Certo”, conto histórias novas, que incluem minha turnê em Portugal e casos do cotidiano, minha participação no filme “Homens de Preto”, além de histórias clássicas que não podem faltar.
AT2: Entre elas, a sopa de ervilha que caiu no colo do Silvio Santos?
Sérgio Mallandro: Sim! (Risos) Era na época do “Show de Calouros”. O elenco ia para o camarim dele e comia. (Risos) Era bife bem passado, mal passado. Foi em uma dessas que caiu a sopa.(Risos)
Só eu assoprei o saco do Silvio Santos, que pedia: ‘Assopra, assopra!’. Mas falo, também, sobre as pessoas que passaram pela minha vida, de quando Bolsonaro assistiu ao meu show, no Rio, fez “glu glu” e abriu a “Porta dos Desesperados”. (Risos)
AT2: Atualmente, as pessoas andam mais seletivas quanto ao humor, não? Qual o seu filtro para não perder o tom?
Sérgio Mallandro: Bom senso. O humor não tem censura, apesar de o público estar com muito “mimimi”. Há coisas que falávamos antigamente que hoje não podemos mais. Para mim, a piada tem que ser boa, não ofendendo. Não gosto de brincar com defeitos físicos das pessoas. Entendo que as pessoas estão ali para se divertir, não para sair triste.
AT2: Você não para quieto. É ligado nos 220 o tempo todo?
Sérgio Mallandro: Tenho meus momentos, mais quieto… Quando as coisas estão sérias, com obstáculos que a vida coloca na nossa frente. Mas procuro manter a positividade. Agradeço a Deus pela minha vida.
As pessoas têm mania de falar que estão com problemas. Problema está enfrentando a família do Gabriel Diniz, que morreu em acidente aéreo. Problema é doença. As pessoas não podem fazer das suas vidas um problema. Temos que dar “bom dia” e “boa tarde”, sorrir. Detesto quem fala mal das pessoas.
AT2: Você não mora mais com sua ex, a Mary Mallandro.
Sérgio Mallandro: Há um ano não moramos mais na mesma casa. Ela é como uma irmã. Eu tinha minhas paradas e ela, as dela. Era o maior barato! Hoje, moro em uma casa de 5 andares com dois cachorros. Estou quase transformando minha casa em pousada. (Risos)
SERVIÇO:
“Sérgio Mallandro – O Show”
O quê: Stand up com o humorista carioca
Quando: Sexta-feira (31), às 21h
Onde: Espaço Patrick Ribeiro, no novo Aeroporto de Vitória, na Mata da Praia
Ingressos (meia): Cadeira Bronze a R$ 35,00, Cadeira Prata a R$ 45,00 e Cadeira Ouro a R$ 57,50
Venda: Metal Nobre (Grande Vitória), Espaço Patrick Ribeiro e Cafeteria e Choperia do Mestre (Novo Aeroporto de Vitória) e eventbrite.com.br
Classificação: 16 anos. Menores só com os pais ou responsável legal
Inf.: 99242-6062
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