O prefeito de Marataízes, no Sul do Estado, Robertino Batista da Silva, foi detido em operação do Ministério Público do Espírito Santo (MPES), porque foi encontrada uma arma sem documentação na casa dele, durante busca e apreensão da Operação Rubi.
Ele foi alvo da operação porque a empresa de limpeza pública investigada pelo MPES mantém contrato com o município. A prisão será analisada pelo presidente do Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES), desembargador Sérgio Teixeira Gama.
De acordo com o promotor Vitor Anhoque Cavalcanti, o prefeito é suspeito de praticar os mesmos crimes que a Operação Rubi desvendou em Presidente Kennedy. “Ele é suspeito de crime de corrupção passiva”, explicou.
O promotor de Justiça acredita que a dinâmica de pagamento de propina em Presidente Kennedy era o mesmo que acontecia em Marataízes.Ou seja, empresários faziam pagamentos mensais para ter contratos de licitações do município.

Um empresário do ramo de limpeza urbana foi preso em flagrante durante a Operação Rubi, deflagrada na quarta-feira (8).
De acordo com a investigação, ele ia mensalmente à casa da prefeita de Presidente Kennedy, Amanda Quinta Rangel, que também foi presa acusada de receber propina.
O MPES afirma que Marcelo Marcondes Soares vinha do Rio de Janeiro, passava no banco, sacava dinheiro e efetuava pagamentos para a prefeita. Ele estava sendo monitorado desde segunda-feira (6), quando chegou no município.
A Operação Rubi foi baseada em informações de ex-funcionários da empresa de limpeza urbana. O promotor de Justiça Vitor Anhoque Cavalcanti acredita que desde o início do contrato essas transações aconteciam, apesar do Ministério Público ter acompanhado duas delas.