
E é nesse tom que o sambista se apresenta amanhã à noite no Espaço Patrick Ribeiro, no novo Aeroporto de Vitória, na Mata da Praia.
“A vida é um eterno aprendizado, e é preciso ter consciência disso, independente da sua profissão. ‘Tá Faltando o Quê?’ é o nome de uma música e é uma provocação, uma pergunta que já traz a resposta”, afirma o carioca.
Filho do cantor e compositor João Nogueira, Diogo promete uma noite de sucessos com canções do último CD “Munduê”, do DVD “Alma Brasileira” e muitas homenagens a músicos que marcaram sua carreira, como Beth Carvalho, Zeca Pagodinho, Almir Guineto e Arlindo Cruz.
Em entrevista, ele também defende o poder do samba. “Ele reúne tudo e todos. Amigos, amores, famílias. Faz amizades e desfaz brigas. O samba tem poder!”, diz, orgulhoso de fazer parte dessa roda.
“Amor inspira, transpira, respira, oxigena” – Diogo Nogueira músico e apresentador
AT2: Essa turnê tem um apanhado de seus sucessos?
Diogo Nogueira: O nome desse show é “Tá Faltando O Quê?”, que é o título do single que lancei no final do ano passado. A ideia era não faltar nada mesmo e ter um pouco de cada época da minha carreira.
Trago um pouco do meu último CD “Munduê”, do DVD “Alma Brasileira” e muitas músicas que marcaram a minha carreira e fizeram parte da história da Música Popular Brasileira.

Diogo Nogueira: Desde o início da minha carreira, canto muitas músicas que conheci através da Beth. No meu show atual, faço homenagens a ela, a essa grande guerreira do samba. E agora, na despedida dela, vamos fazer o que ela nos ensinou, que é cantar samba para o povo.
AT2: Ela foi madrinha de nomes como Zeca Pagodinho, Luiz Carlos da Vila, Jorge Aragão, Almir Guineto, o grupo Fundo de Quintal e Arlindo Cruz. Também se considera afilhado dela?
Diogo Nogueira: Todos no samba são um pouco afilhados da Beth. No meu caso, conheço ela desde criança. Beth foi muito importante na minha carreira.
Em 2005, me convidou para cantar no show de 40 anos de carreira, no Theatro Municipal do Rio, e isso me abriu muitas portas. Beth tinha dom de abrir espaço e dar luz em novos artistas do samba.
No meu DVD “Alma Brasileira”, ela foi uma das convidadas especiais. Cantou sentadinha numa cadeira, mas levantou todo mundo com sua energia e a força das canções que canta. Foi emocionante.
AT2: No seu show, também faz homenagens a Djavan, Cazuza, Gonzaguinha, Tim Maia, Zeca Pagodinho e, claro, a seu pai. Como chegou a esses nomes?
Diogo Nogueira: São artistas que ouvi durante minha adolescência. Fui muito influenciado por sambistas, e também por outros artistas da MPB.

Diogo Nogueira: Sempre. A música cumpre esse papel, de mexer com a gente, de emocionar e de curar. E o samba, especialmente, traz muito disso, de falar da vida, do dia a dia, das dores e das alegrias. É um cronista da nossa vida.
AT2: Amor nunca decepciona na hora de fazer samba?
Diogo Nogueira: O amor inspira, transpira, respira, oxigena, e, na hora de compor, não é diferente.
AT2: Confia no poder que o vento tem de nos levar para o lado de quem amamos?
Diogo Nogueira: “Me leva, ó, vento me leva pra ela”, cantou o nosso saudoso Agepê. Acho que o vento é a vida, são as circunstâncias. E é a nossa disposição e a abertura para as coisas acontecerem.
AT2: São 11 anos de carreira. O que foi mais marcante?
Diogo Nogueira: A estrada é uma escola fundamental na vida de um artista. Foi lá que aprendi no dia a dia, construindo cada show, cada disco, nos encontros com meus mestres, na relação com meu público.
Sempre mergulhei nos desafios que a estrada me trouxe, e isso foi muito importante para a consolidação desse trabalho.
AT2: Tem novos projetos?
Diogo Nogueira: Agora quero fazer cinema e me manter atuante em tudo que puder expor meu trabalho e o samba.
AT2: É daqueles que têm medo de mudanças ou encara com fé e coragem?
Diogo Nogueira: Fé sempre, e, como diria Guimarães Rosa, “O que a vida quer da gente é Coragem”!
SERVIÇO:
Diogo Nogueira
O quê: O carioca faz show da turnê “Tá Faltando O Quê?”
Quando: Amanhã, às 22h. Abertura dos portões às 21h
Onde: Espaço Patrick Ribeiro, no novo Aeroporto de Vitória. Av. Adalberto Simão Nader, s/n, Mata da Praia, Vitória
Ingressos: Pista Premium a R$ 57,50 (meia). Mesas para 4 pessoas: Setor Bronze a R$ 460,00 Setor Prata a R$ 580,00 e Setor Ouro a R$ 700,00
Venda: Metal Nobre (Grande Vitória), Espaço Patrick Ribeiro e Cafeteria e Choperia do Mestre (novo Aeroporto de Vitória) e site eventbrite.com.br
Clas.: 16 anos. Menores somente acompanhados dos pais ou responsável legal
Inf.: 99242-6062
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