Uma substância usada em produtos de limpeza como alvejante, o dióxido de cloro, conhecido também como MMS (sigla em inglês para “solução mineral milagrosa”), tem sido vendida e indicada, de forma enganosa, como cura do autismo, apesar de alertas internacionais sobre seus riscos.
Sites, vídeos nas redes sociais e grupos no WhatsApp atrelam o dióxido de cloro a promessas de supostas curas para ludibriar pais que estão desesperados para ajudar seus filhos.
Para ajudar a conter a disseminação de notícias falsas a respeito do autismo e da MMS, um grupo de mães de filhos com autismo se organizou para denunciar vendas irregulares, livros e vídeos com informações enganosas.
A situação fez a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) enviar ofício de alerta este mês a todas as vigilâncias sanitárias estaduais sobre a proibição da substância. Desde junho de 2018, a agência proíbe a fabricação, distribuição, comercialização e uso desses produtos.
Psiquiatra e médica no Programa do Transtorno do Espectro Autista do Hospital das Clínicas da USP, Rosa Magaly Morais diz que, mesmo em doses baixas, a MMS pode causar enjoo, vômito, lesões corrosivas na parede de proteção do intestino delgado e grosso, diarreia, lesão renal, lesão das células sanguíneas e insuficiência respiratória
