O Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) decide nesta sexta-feira (10) se Amanda Quinta Rangel, prefeita de Presidente Kennedy, continuará presa temporariamente. A gestora da cidade localizada no Sul do Estado foi presa na quarta (8) durante a Operação Rubi. Em sua residência, os policiais encontraram cerca de R$ 30 mil em dinheiro.
O valor seria o pagamento de propina feito por um empresário do ramo da limpeza. O dinheiro, segundo investigações do Ministério Público do Espírito Santo (MPES), é uma contraprestação a benefícios financeiros em licitações e contratos.
Amanda chegou acompanhada por seus advogados à sede do TJES, na Enseada do Suá, em Vitória, por volta das 9h30 desta sexta (10). Ela será ouvida pelo desembargador Fernando Zardini e pelo sub-procurador geral de Justiça Judicial do MPES Josimar Moreira.
Segundo MPES, a prefeita de Presidente Kennedy recebia mensalmente visitas de um empresário do ramo de limpeza urbana em sua residência para pagar propina.
O último desses pagamentos aconteceu na quarta (8), quando o empresário Marcelo Marcondes foi preso na residência da prefeita. Antes de ir à casa de Amanda, ele passou no banco e sacou o dinheiro para efetuar o pagamento.
A Operação Rubi foi baseada em informações de ex-funcionários da empresa de limpeza urbana. O promotor de Justiça Vitor Anhoque Cavalcanti acredita que desde o início do contrato essas transações aconteciam, apesar do Ministério Público ter acompanhado duas delas.
As investigações de que empresários efetuavam pagamentos de propina à prefeita da cidade tiveram início em 2017. Durante a apuração, descobriu-se que o esquema criminoso acontecia desde 2014.
O companheiro da prefeita, José Augusto de Paiva, também foi preso. De acordo com o promotor, era ele quem de fato administrava a cidade e também se preparava para disputar a prefeitura nas eleições do ano que vem.
