Como reflexo da situação econômica do País, o emprego formal muitas vezes não tem garantido uma renda satisfatória para as famílias, que buscam uma complementação.
Entre as atividades para faturar uma grana extra estão pilotar drones, dar aulas particulares, traduzir livros e estudos, responder a pesquisas e passear com cachorros. Em meio a um universo de possibilidades, a reportagem separou 20 opções para se ganhar dinheiro sem abrir mão do trabalho.
Mas é preciso saber escolher a alternativa que melhor se adequa ao perfil da pessoa. O economista e professor universitário Celso Bissoli esclareceu que todas as opções trazidas pela reportagem têm como potencial serem diferenciadas, ou seja, é possível se destacar nelas com ideias inovadoras.
“Vai depender do perfil de quem está se dedicando. Se vai conseguir trazer um atrativo maior para o produto ou serviço, criando diferenciação e trazendo resultado.” Ele disse que inovação é algo difícil de ser ensinado, mas que as pessoas mais observadoras conseguem enxergar possibilidades, como as necessidades que ainda não foram atendidas.
Assim, o primeiro passo para quem quer buscar uma atividade extra deve ser a autoavaliação. Algumas perguntas devem ser feitas: O que eu sei fazer? O que comprariam de mim? Quem compraria? Que custo eu teria com isso? O que eu posso fazer para melhorar esse produto ou serviço?
Bissoli lembra que também é preciso fazer estudo de mercado, entendendo como a atividade funciona, quem e quantos são os concorrentes e a rentabilidade. Já para quem sabe que precisa ganhar mais, escolheu o que fazer, mas não consegue entrar em operação, a especialista em Pessoas e Carreiras Gisélia Freitas, da Efetive, destaca que o primeiro passo é sair da zona de conforto.
“É preciso acionar a energia de ativação, usando técnicas como acordar mais cedo, mudar o caminho, comer coisas diferentes. Assim, você controla o seu cérebro para ele não te controlar, e consegue sair da zona de conforto e parar de fazer sempre a mesmas coisas”.
De acordo com economistas, atividades que exigem mais qualificação, como a de tradutor, que requer o conhecimento de outra língua, têm menos concorrência e, portanto, mais chances de boas oportunidades de retorno financeiro.
Confira algumas opções (o restante você encontra na edição deste domingo, 12, de A Tribuna):
Testar aplicativos e sites
- Grandes empresas, antes de lançar aplicativos e sites, precisam testá-los. E, muitas vezes, pagam potenciais usuários para isso.
- Um exemplo é o site testaisso.com.br. Por meio dele, empresas pagam para um cliente virtual descobrir as barreiras que seus consumidores enfrentam para finalizar uma compra.
Responder a pesquisas
- Há sites que remuneram pesquisas on-line. Entre eles estão o Toluna e o PiniOn.
- O objetivo é a avaliação de atendimentos, serviços ou produtos. Assim como a verificação da satisfação do cliente e a coleta de informações para estruturar linhas de produtos ou serviços de acordo com o gosto do público-alvo da marca.
Criação de aplicativos
- Especialistas da área de tecnologia garantem que a criação de aplicativos não é um bicho de sete cabeças. Quem não tem conhecimento da área, mas deseja atuar nela, deve aproveitar para realizar cursos e se preparar.
- Por meio de aplicativos, é possível ganhar dinheiro com publicidade, cobrança para acesso, entre outros recursos. Apenas 10% dos aplicativos criados alcançam sucesso, por isso o segredo da área é identificar necessidades que ainda precisam ser atendidas.
- Há sites como o studio.code.org que ensinam um pouco de programação de graça.
Piloto de drones
- Os drones são cada vez mais utilizados para inspeções técnicas em propriedades e estruturas, pulverização e imagens diferenciadas.
- Não é necessário realizar curso específico para operar drone no Brasil. Mas, para drones acima de 25 kg, é preciso licença e habilitação. Para obter esses documentos, o usuário deve entrar em contato com a Agência Nacional de Aviação Civil pelo e-mail [email protected].
Marmitas saudáveis
- Consumidores estão buscando uma alimentação mais saudável, em meio à correria do dia a dia. Quem produz marmitas com comidas balanceadas e congeladas não só consegue renda extra, como contribui para saúde e bem-estar de clientes.
- Elas geralmente são feitas nos dias de folga do trabalho principal e vendidas para serem consumidas durante toda a semana.
