Homem de confiança do presidente Jair Bolsonaro, que o transformou em uma espécie de “curinga” do seu governo, o general Floriano Peixoto Vieira Neto será o novo presidente da estatal Correios e Telégrafos (ECT) em lugar de outro general, Juarez Cunha, finalmente demitido na quarta-feira (19). Doutor em política e estratégia, Floriano é o atual ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência.
Primeira promoção
Antes de ser despachado para os Correios, Floriano foi promovido de secretário-executivo a secretário-geral, em lugar de Gustavo Bebianno.
Demissão na imprensa
O general Juarez ficou sabendo de sua demissão pela imprensa, na sexta, quando Bolsonaro o acusou de fazer pose de sindicalista.
Bilhete azul forma
Em vez de pedir o boné como Joaquim Levy (foto) ao vazar do BNDES, Juarez disse que só sairia após “demissão formal”. Foi o que teve.
General sindicalista
A gota d’água foi a ida de Juarez ao Congresso para criticar a privatização dos Correios e tirar foto com membros do PT e Psol.
Novato, Moro mandou muito bem no depoimento
Inexperiente nas relações políticas, o ministro Sérgio Moro (Justiça) “saiu maior do que entrou”, como classificou o senador Álvaro Dias (Podemos-PR), após quase 9 horas de sabatina na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, sobre as supostas mensagens entre o ex-juiz da Lava a Jato e procuradores da República. Moro conseguiu navegar entre perguntas maldosas, recheadas de falsidades, e elogios efusivos de parlamentares aliados da operação e do governo.
Aprendeu fazendo
No início, Sérgio Moro estava mais arisco, respondia quase irritado a quase todas as insinuações. Ao fim da reunião já estava mais calejado.
Mentira e covardia
Senador do PT-SE aproveitou a exposição na TV para lançar uma mentira no ar, tentando atingir Moro através de sua mulher advogada.
O inimigo
O petista Paulo Rocha (PA) acusou a Lava a Jato de “quebrar empresas” no Brasil. E calou, certamente por vergonha, sobre corrupção.
Conta de somar
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, colocará a reforma da Previdência em votação no plenário quando contabilizar ao menos 330 votos favoráveis. São necessários 308. O governo já conta 320.
Muita calma nessa hora
Sérgio Moro foi acusado de contratar “mídia training” antes de ir ao Senado, como se isso fosse irregular, e até sua mulher de advogar para acusados na Lava a Jato. Manteve a calma diante das mentiras.
Omissão trágica
O tal conselho tutelar também precisa explicar sua atitude omissa no caso Rhuan, de 9 anos, morto e esquartejado pela própria mãe e sua companheira, em Samambaia (DF), apenas por ser menino.
Oposição de sempre
Senadores de oposição ficaram incomodados com Joice Hasselmann (PSL) acompanhando Sérgio Moro. São mal-educados ou não sabem que, como líder do governo no Congresso, era obrigação da deputada.
Produto de crime
O senador Roberto Rocha (PSDB-MA) ficou estupefato por passar mais de dez horas discutindo o “produto de um crime”, isto é, mensagens roubadas entre o ministro Sérgio Moro e procuradores da Lava a Jato.
Contra a reforma
PT, PSB, PDT, PCdoB e Psol prometem fazer de tudo para atrapalhar a reforma da Previdência no plenário da Câmara. O maior problema desses partidos de oposição é volume: juntos têm apenas 131 votos.
Confiança na indústria
A prévia da Sondagem da Indústria de junho de 2019 sinaliza recuo de 1,4 ponto do Índice de Confiança da Indústria (ICI) em relação ao número final de maio, anunciou a FGV/IBRE.
Pensando bem…
…a ida Moro ao Senado foi um verdadeiro exercício de paciência, inclusive dos telespectadores.