As campanhas de vacinação pelo Sistema Único de Saúde (SUS) contra a influenza terminaram, mas os números de casos de supergripe no Estado preocupam: este ano 11 pessoas morreram, sendo que três mortes foram confirmadas nos últimos nove dias.
De acordo com dados da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), até a última quarta-feira foram registrados no Espírito Santo 96 casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) por influenza, a chamada supergripe. Do total de mortes, cinco casos foram por influenza A (H3N2), cinco por influenza A (H1N1) e um por influenza B.
Na divulgação dos dados da semana anterior, o número de casos de SRAG por influenza era de 79 no Estado, ou seja, houve um aumento de 17 pacientes de uma semana para a outra. Já a quantidade de mortes confirmadas era oito.
A primeira morte confirmada este ano por supergripe foi de um idoso de 91 anos, que morreu em março, em Vila Velha. No município, foram registradas três mortes antes do início da campanha de vacinação. Já na Serra, foram duas mortes confirmadas.
O médico clínico geral Alexandre Bittencourt, coordenador da Urgência e Emergência do Hospital Estadual Dr. Jayme dos Santos Neves, afirmou que, apesar de a influenza ser mais comum em épocas de temperaturas mais baixas, como no inverno, os vírus circulam o ano todo. “A transmissão se torna mais facilitada nesta época pela questão de os locais não estarem ventilados”.
Ele alertou para a importância da vacinação antes da chegada dos meses mais frios. “A vacina nos deixa preparados para, uma vez tendo contato com o vírus, que o organismo responda de forma mais rápida e eficaz. A vacina diminui a ação do vírus ou até mesmo permite que o organismo o combata”.
Sintomas
De acordo com Alexandre Bittencourt, é preciso buscar atendimento médico quando os sintomas forem além de um resfriado, caracterizado por tosse seca, febre baixa e coriza, por exemplo.
“A gripe tem sintomas mais acentuados, com febre alta, dor forte no corpo, secreção nasal abundante e dor muscular. Nesses casos, é importante buscar atendimento médico, em especial, grupos de risco como crianças, idosos e pessoas com problemas pulmonares.
“É preciso ficar atento para sintomas de agravamento, como falta de ar mesmo em pequenos esforços, febre alta e persistente, sintomas por mais de cinco a sete dias, prostração e calafrios”, alertou.
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