- Vitória, ES 25°C

Vitória 25°C

Anúncio
Painel

Aos inimigos, a lei

Oito advogados que atuaram em dezenas de casos relevantes para a força-tarefa da Lava a Jato de Curitiba relatam um modelo de relação com o ex-juiz ...

Sérgio Moro, ministro de Justiça e Segurança Pública

Última atualização

Oito advogados que atuaram em dezenas de casos relevantes para a força-tarefa da Lava a Jato de Curitiba relatam um modelo de relação com o ex-juiz Sérgio Moro muito diferente do que aparece nas mensagens entre ele e o procurador Deltan Dallagnol, segundo o The Intercept.

Nenhum desses defensores jamais tiveram o telefone do então magistrado – por óbvio, tampouco trocaram mensagens com ele. Despachos só previamente agendados por escrito com a Secretaria da 13ª Vara.

Silêncio é ouro

O Painel consultou advogados de renome, ligados a réus ou delatores, com significativa atuação na 13ª Vara. A coluna fez a eles as mesmas perguntas, sob garantia de anonimato – há casos ainda pendentes.

Nem tanto ao mar

Um dos ouvidos fez defesa da atuação de Moro. Disse que manteve por anos relação impessoal com o ex-juiz e que considerava o trabalho dele sério. No fim, emendou: “Agora, que houve erro na condução da Lava a Jato, houve”.

Operação de rotina

Moro disse em recente entrevista ao Estado de S. Paulo que “esses aplicativos de mensagens, eles apenas aceleram a comunicação”. “Isso de o juiz receber procuradores, delegados (…), de juiz receber advogados, acontece o tempo todo”.

A régua é sua

Os relatos de quem defendeu réus ou negociou delações com o MPF é diferente. Para um dos ouvidos, pela métrica imposta pelo ex-juiz na condução de seus processos, se um advogado fosse flagrado conversando com magistrado por mensagem “os dois seriam presos por obstrução de Justiça”.

Negócios a parte

Crítico de aspectos da Lava a Jato há tempos, o criminalista Alberto Zacharias Toron abriu mão do anonimato e falou abertamente sobre o assunto. Ele diz que as audiências com Moro ocorriam no ambiente “mais formal possível”.

Oi e Tchau

“Ele nunca se mostrou acessível. Não era sujeito de sorrisos. As respostas eram secas e evasivas”. Toron despachou uma vez como Moro, “por insistência do cliente, já que eu achava que seria inútil”.

Regra do jogo

A assessoria do ministro da Justiça tem dito que ele não comenta o teor das mensagens pois não reconhece a autenticidade. Ao Estado de S. Paulo, Moro defendeu a legalidade de todas as suas ações. À Folha, admitiu descuido em uma ocasião.

Sniper

Ex-secretário de política econômica, o presidente do Insper Marcos Lisboa, endossa críticas feitas por Paulo Guedes (Economia) ao relatório da reforma da Previdência, apresentado na quinta por Samuel Moreira (PSDB-SP).

Sniper II

Para ele, o texto peca ao aliviar a transição para servidores e ao excluir os estados. Teria havido ainda o que Lisboa chama de “oportunismo tributário” no aumento do imposto cobrado dos bancos. Aos olhos de investidores, avalia, ficaria a impressão de que as regras mudam de acordo com a conveniência política.

Bonde da história

Tal como está no relatório, alerta Lisboa, a reforma atrasaria a entrada da agenda para retomar o crescimento econômico, pois a incerteza fiscal não sairia do horizonte de longo prazo. Mas, dado o nível de hostilidade do governo com Congresso, ele pondera, o que saiu já é “um milagre”.

Retardatário

Parlamentares que acompanharam as negociações em torno do relatório da reforma da Previdência tiveram a mesma percepção: a equipe política do governo, liderada por Onyx Lorenzoni (Casa Civil), não deu as caras. O time de Guedes – Rogério Marinho à frente – jogou só.

Cisca para dentro

Recorte de pesquisa feita pela XP Investimentos mostra que os eleitores de Jair Bolsonaro apoiam em peso a reforma. Entre os que disseram ter ajudado a eleger o Presidente, 78% são totalmente ou parcialmente favoráveis ao projeto. Já entre os que votaram em Fernando Haddad (PT), o apoio é de 29%.

Vai dar ressaca

A ministra Tereza Cristina (Agricultura) telefonou ao seu correspondente no governo chileno para avisar que, por ora, não restringirá as importações de vinhos que estão chegando ao Brasil com 7% de água. Por aqui, o percentual não pode passar de 2%. Os produtores domésticos se queixam de competição desleal.

Tiroteio

“Há uma série de ataques ao movimento sindical. Um desrespeito a ato legítimo e constitucional que os trabalhadores fizeram”. De Ricardo Patah, presidente da UGT, sobre a campanha “Demita um grevista e contrate um desempregado”, projetada nas redes na sexta.

Mais Lidas

Ver tudo ›

    Bem-vindo(a) ao
    Tribuna Online!

    Seu bloqueador de anúncios está ativo.

    A publicidade ajuda a manter nosso jornalismo. Libere os anúncios para apoiar o Tribuna Online.

    Obrigado por apoiar o jornalismo local.