Com perda de atribuições e relevância no governo, o ministro Onyx Lorenzoni (Casa Civil) pode ser o próximo a cair. O líder do governo no Senado, Fernando Bezerra (MDB-PE), percebendo a vulnerabilidade do político gaúcho, já se apresentou para substituí-lo, em conversas reservadas com pessoas próximas a Jair Bolsonaro. Mas, o Presidente acha que Bezerra na Casa Civil levaria a Lava a Jato para sua antessala.
A autenticidade não foi analisada e muito menos confirmada
Raquel Dodge (PGR) sobre as mensagens atribuídas a Sérgio Moro por um site
Banco dos réus
Fernando Bezerra Coelho está entre os alvos da Lava a Jato que em maio último tiveram bloqueados R$ 3 bilhões do seu patrimônio.
Questão de tempo
O líder do governo no Senado é uma dessas figuras cuja proximidade incomoda o Presidente. Acha que ainda dará problema, cedo ou tarde.
Raro de encontrar
Bolsonaro gosta da ideia de um político como chefe da Casa Civil, mas a dificuldade é encontrar alguém experiente e com ficha limpa.

Estilão Bolsonaro de demitir quem não gosta foi visto por Joaquim Levy e Juarez Aparecido de Paula Cunha, defenestrados do BNDES e Correios publicamente.
Pesquisa: governo perde a guerra da comunicação
Levantamento exclusivo do instituto Paraná Pesquisa para o site Diário do Poder e para esta coluna revela que os brasileiros não sabem que a reforma da Previdência se destina a cortar privilégios, sobretudo no setor público. Para 42,1% dos entrevistados, os principais prejudicados serão os trabalhadores do setor privado, seguidos de 21,7% que veem servidores como os que mais perdem. Foram ouvidas 2.264 pessoas em todas as unidades da federação, entre os dias 17 e 21 de junho.
Desconhecimento
A taxa de desconhecimento sobre a reforma da Previdência é alta: 12,2% dos entrevistados não sabem quem será mais afetado.
Sem efeito negativo
São apenas 12,3% os entrevistados que não acreditam que haverá prejudicados pela reforma da Previdência.
Empresários
Pela pesquisa, 11,7% dos entrevistados temem que empresários e trabalhadores autônomos sofrerão maiores prejuízos com a reforma.
“Furo” precipitou anúncio
O furo do Diário do Poder, quinta à noite, precipitou o anúncio de Jorge Oliveira como novo ministro da Secretaria-Geral, previsto para segunda. Temia-se a intensa pancadaria da mídia anti-Bolsonaro.
Temor fazia sentido
Dez horas depois do Diário do Poder, jornalão carioca chamou o novo ministro de “PM da reserva”, para desqualificar o advogado respeitado, especialista em Direito Público e Gestão de Segurança Pública.
Saber, ele sabe
Ao prestar esclarecimentos ao Senado, esta semana, Sérgio Moro olhava para alguns parlamentares com a maior pinta de quem pensava algo como: “Eu sei o que vocês fizeram nos governos passados…”
Desburocratize
Gilson Marques (Novo-SC) criou o canal Desburocratize para rever seis milhões de normas pós-Constituição de 1988. “O cidadão cita a lei que atrapalha. A partir daí, vemos o que é possível: alterar ou revogar”, diz.
Stumpf faz falta
Em vez de aproveitar o talento, o secretário de Comunicação, Fabio Wajngarten, preferiu tirar de Hamilton Mourão um craque, o jornalista André Gustavo Stumpf, responsável pela agenda de entrevistas de elevada qualidade do vice-presidente, no início do governo.
Cemig só atrapalha
O governador Romeu Zema perdeu a paciência e vai privatizar a Cemig, que, segundo ele, atrapalha o desenvolvimento. Minas Gerais tem perdido muitos investimentos por falta de energia elétrica.
Cegueira por opção
Durante o depoimento de Sérgio Moro, teve até um senador do PT do Pará culpando a Lava a Jato por interromper “a melhora do País que Dilma havia iniciado”. Ele se recusa a ver, mente ou é um gozador.
Sonegação em alta
O sindicato dos procuradores da Fazenda Nacional divulgou estimativa que já foram sonegados R$ 263 bilhões este ano. Os profissionais, que atuam na cobrança da Dívida Ativa, recuperaram apenas 9,1%.
Pergunta na caserna
Tem general demais para pouco capitão?
PODER SEM PUDOR
De berço
Advogado em Sergipe, o ex-presidente nacional da OAB Cezar Britto certa vez foi atacado por um velho advogado:
“Sou tratado de direitista, mas em 1964 lutei contra a ditadura. E muito gostaria de saber o que o sr. Britto fazia então, de que lado estava…”
Britto, que nasceu em 1962, respondeu bem-humorado: “Eu estava com minha mãe tomando mamadeira, no berço, gritando ‘abaixo a ditadura!’”
