A fábrica de bio-óleo orçada em meio bilhão de reais que estava nos planos da multinacional até então chamada Fibria (ex-Aracruz Celulose) pode ficar só no papel. Com a fusão concluída neste ano, a empresa mudou de nome, passando a se chamar Suzano, e reavalia o investimento, planejado para Aracruz.
A intenção é usar cascas e resíduos de madeira de celulose para produzir o chamado biopetróleo, que pode ser usado como combustível, no aquecimento doméstico, para fertilizantes orgânicos e aditivos.
Um entrave para a concretização do projeto é a falta de madeira. A empresa produz eucalipto em 19 dos 78 municípios capixabas, mas, ainda assim, não consegue suprir suas necessidades apenas com as plantações no Espírito Santo. Hoje, a maior parte da matéria-prima vem de Minas Gerais.
Dentro da empresa, sabe-se que houve uma “quebra de safra” do eucalipto, pouco comentada, porém real. Muito se fala sobre as perdas na cultura do café, por exemplo, mas a seca ocorrida em alguns dos últimos anos penalizou também a multinacional, que, para somar, perdeu muitas propriedades.
A companhia tem um projeto para ampliar a área plantada no Espírito Santo, mas necessita de aval do poder público. Seriam de 10 a 15 municípios adicionados à lista dos produtores de eucalipto.
Oficialmente, a Suzano comunica que este é um plano em estudo. Mas nos bastidores sabe-se que a intenção é adicionar à área plantada 30 mil hectares, o equivalente a 30 mil campos de futebol, sobretudo nas regiões Norte e Noroeste do Estado. O argumento da empresa é que, com essa ampliação, serão criados 2 mil empregos em atividades florestais.
