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Política de meio ambiente do Brasil preocupa importadores

Alvo de preocupação no exterior, a política de meio ambiente do Brasil foi um dos últimos entraves a serem superados na celebração do acordo entre ...

Última atualização

Alvo de preocupação no exterior, a política de meio ambiente do Brasil foi um dos últimos entraves a serem superados na celebração do acordo entre União Europeia e Mercosul. Para liberar a entrada de produtos do agronegócio nacional foi negociado dispositivo conhecido como “princípio de precaução”, que dá ao consumidor o direito de interromper as compras preventivamente se suspeitar do uso de agrotóxicos proibidos ou de carne de rebanhos criados em áreas de desmatamento.

Vigilantes – O princípio está previsto no direito internacional e não exige evidência científica para suspender a importação. A equipe brasileira considera que o instrumento é pouquíssimo utilizado, mas indica que os europeus ficarão de olho nos calcanhares de Aquiles da produção nacional.

Está dito – A política do governo Jair Bolsonaro para o meio ambiente foi publicamente criticada pela chanceler alemã, Angela Merkel, e pelo presidente francês, Emmanuel Macron. Mais de uma centena de ONGs defenderam a interrupção das tratativas.

Nos sonhos mais lindos – O governo brasileiro quer acelerar a análise dos termos e o envio do acordo para a ratificação do Congresso – etapa que precede a contagem dos prazos para a abertura comercial. A expectativa mais otimista prevê que todo o processo possa levar até um ano.

Com os pés no chão – O governo Michel Temer, que trabalhou duro para destravar o comércio com a União Europeia, estimava um horizonte de início de vigência após quatro ou cinco anos.

Faz-me rir – A determinação do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), de finalizar a discussão da reforma da Previdência na Câmara antes do recesso parlamentar de julho esbarra na incredulidade de líderes de partidos de centro e centro-direita de que o governo consiga honrar a liberação de verbas que prometeu aos deputados.

SOS – O general Luiz Eduardo Ramos, que assume a Secretaria de Governo oficialmente só na próxima semana, já desembarcou em Brasília para tentar acelerar o trâmite da inscrição e liberação de emendas a deputados.

Usa-me – O Ministério da Educação começou a telefonar a deputados que manifestaram interesse de destinar verbas da pasta. Foi um dos últimos órgãos a viabilizar as inscrições.

Logo ali – Ao saber que Sérgio Moro (Justiça) havia recebido das mãos do governador João Doria (PSDB-SP) uma comenda, um dos principais aliados de Jair Bolsonaro no Congresso exclamou: “O presidente vai ficar chateado”. Nada contra o ministro, ele explicou, o problema é que 2022 “já começou”, concluiu.

Sem chance de dar certo – Aliados do presidente admitem que ele de fato passou a enxergar todos os movimentos do governador paulista com viés eleitoral. Antecipação sem precedentes da discussão sobre a sucessão presidencial preocupa dirigentes do PSDB, que veem o debate precoce como “uma loucura”.

Inovou – O fato de o próprio presidente ter acenado à reeleição com apenas seis meses de governo é inédito. Michel Temer (MDB) falou sobre a possibilidade de disputar um segundo mandato após quase dois anos, em março de 2018, quando disse que “seria covardia não ser candidato”.

Inovou II – Dilma Rousseff (PT) só se disse candidata em maio de 2014, embora estivesse desde o início do ano montando a equipe para disputar a reeleição. Já o ex-presidente Lula assumiu tom de campanha já no fim de 2005, um ano antes de disputar a reeleição.

Aquecimento – O PSL paulista faz encontro com mais de cem presidentes municipais em Bauru (SP), neste sábado (29). O partido de Bolsonaro quer eleger ao menos 100 prefeitos e mil vereadores em 2020. A sigla planeja um mutirão nacional de filiações dia 17 de julho.

Sou mais eu – Se depender do deputado Orlando Silva (PC do B-SP), o PT não conseguirá unir a esquerda em torno de um de seus quadros na disputa pela Prefeitura de São Paulo. Ele diz que quer ser candidato e que, inclusive, começou a procurar dirigentes de outros partidos em busca de apoio. Falou, por exemplo, com Paulinho da Força (SD-SP).

Tiroteio
“Deixamos a bola na marca do pênalti e ainda tiramos o goleiro. Parabéns ao governo por ter feito o gol.”

De Marcos Pereira (PRB-SP), ex-ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, sobre o acordo entre Mercosul e União Europeia.

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