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Política

Justiça concede habeas corpus para a prefeita de Presidente Kennedy

A prefeita afastada de Presidente kennedy, Amanda Quinta (sem partido), que havia sido presa em flagrante na deflagração da operação Rubi, pelo ...

Amanda Quinta Rangel, prefeita de Presidente Kennedy, foi presa na quarta-feira (8) durante a Operação Rubi

Última atualização

Amanda Quinta Rangel, prefeita de Presidente Kennedy (Foto: Divulgação)

A prefeita afastada de Presidente kennedy, Amanda Quinta (sem partido), que havia sido presa em flagrante na deflagração da operação Rubi, pelo Ministério Público do Espírito Santo (MP-ES), deve ser solta ainda nesta terça-feira (17), mais no fim da tarde. Ela está no Centro Prisional Feminino de Cachoeiro de Itapemirim.

O habeas corpus pedindo a liberdade de Amanda foi deferido há pouco, por unanimidade, na sessão do Superior Tribunal de Justiça. A defesa agora trabalha para que a comunicação da decisão seja feita ao Tribunal de Justiça do Espírito Santo, que é o responsável por comunicar a Secretaria de Estado de Justiça a respeito da decisão de soltura.

De acordo com o advogado Altamiro Thadeu Sobreiro, será pedida a extensão do efeito do habeas corpus ao marido da prefeita, o então secretário municipal de Desenvolvimento Econômico de Presidente Kennedy, José Augusto Rodrigues de Paiva, que foi preso na mesma operação.

“Sempre seguimos acreditando na Justiça. Hoje o STJ, à unanimidade, promoveu justiça ao determinar a soltura de Amanda”, disse o advogado.

Mais informações em instantes.

OPERAÇÃO RUBI

O que é

Investiga fraudes em licitações para contratação de empresa de limpeza pública nos municípios de Presidente Kennedy, Marataízes, Piúma e Jaguaré. O caso tramita sob sigilo.

O esquema
Dois empresários, donos da empresa vencedora dos certames, pagavam propina a agentes públicos em troca de contratos com as prefeituras investigadas. A ex-funcionários da empresa foram ouvidos pelo Ministério Público e explicaram para os investigadores como a quadrilha operava.

Prisão
Amanda Quinta foi uma das cinco pessoas presas preventivamente na Operação Rubi, no dia 8 de maio. Segundo o MP-ES, a prefeita de Kennedy foi presa em flagrante no momento em que participava de uma reunião com empresários e agentes públicos na casa dela, onde receberia propina no valor de R$ 33 mil.

A visita e a presença dos empresários na cidade foram monitoradas desde o dia 6 de maio pela polícia, que efetuou as prisões em flagrante na residência da prefeita.

A denúncia
O MP-ES denunciou sete envolvidos na Operação Rubi – a prefeita de Presidente Kennedy, dois secretários municipais, dois empresários e outras duas pessoas – pelos crimes de organização criminosa, crime de responsabilidade da prefeita, corrupção passiva e ativa e falsidade documental.

As apurações iniciais da Operação Rubi apontam que os contratos de limpeza urbana e de transporte público com evidências contundentes de superfaturamento somam mais de R$ 150 milhões, quando analisado o período de 2013 a 2018.

A maior parte desse montante, R$ 105,7 milhões, é referente a contratos firmados entre quatro empresas investigadas e a Prefeitura de Presidente Kennedy.

O trabalho do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) prossegue com as análises dos materiais apreendidos e interrogatório dos investigados. Todos os envolvidos que foram alvo de busca e apreensão, mas não tiveram pedido de prisão solicitado pelo MP-ES, também serão ouvidos pelos promotores de Justiça do Gaeco.

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