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Mais de 1.500 pessoas estão enterradas sem identificação

O Laboratório de DNA Forense da Polícia Civil tem cerca de 1.560 amostras de corpos de pessoas que foram enterradas sem identificação no Estado, os ...

Chefe do DML de Vitória, Wanderson Souza Lugão disse que diferentes métodos são utilizados na identificação

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Chefe do DML de Vitória,  Wanderson Souza Lugão disse que diferentes métodos são utilizados na identificação (Foto: Beto Morais/AT)

O Laboratório de DNA Forense da Polícia Civil tem cerca de 1.560 amostras de corpos de pessoas que foram enterradas sem identificação no Estado, os chamados indigentes. As amostras começaram a ser armazenadas no ano de 2006, quando o laboratório foi inaugurado.

A finalidade desse armazenamento é uma identificação futura, caso a família procure pela pessoa que foi enterrada como indigente.

“Isso permite comparações genéticas futuras. O armazenamento dispensa, por exemplo, a necessidade de exumação do corpo para fazer exame de DNA, já que temos a amostra aqui”, explica a perita oficial criminal Mariana Lima.

O laboratório recebe cerca de 500 amostras de DNA por mês. Entre elas, há material coletado nos locais dos crimes, das vítimas, dos suspeitos de terem praticado o crime, e de cadáveres identificados e não identificados.

Além de servir para identificar pessoas desaparecidas, enterradas como indigentes, o trabalho do laboratório de DNA ajuda a solucionar diversos crimes, como por exemplo, estupros.

“Comparamos vestígios encontrados em locais de crime com o perfil genético do suspeito, que vem ao laboratório e fornece material genético. No caso de crimes sexuais, a comparação é feita com vestígios encontrados na vítima.”

Em geral, as amostras são colhidas por médicos legistas do Departamento Médico Legal (DML) e enviadas para o Laboratório de DNA Forense, onde ficam armazenadas por tempo indeterminado.

Como exemplo de caso em que foi necessário o trabalho do laboratório de DNA, a perita citou o acidente entre um ônibus, duas ambulâncias e uma carreta, que matou 22 pessoas, na BR-101, em Guarapari, em junho de 2017.

“Quando a vítima está carbonizada e o corpo está irreconhecível, os familiares vêm aqui para fazer exame de DNA. Normalmente vêm os pais ou filhos. Em 2017, tivemos dois acidentes de grande proporção, e aí as vítimas que estavam irreconhecíveis ou que não puderam ser identificadas por necropapiloscopia (coleta e comparação de impressões digitais), foram identificadas por DNA. Os familiares vieram todos aqui para fazer o exame”, explica.

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