Duas vertentes compunham o perfil da sexualidade grega (século V a.C.), o hedonismo e a falocracia. Elas geravam um modo de vida em que nada era proibido aos cidadãos gregos e nunca se discutia a superioridade do falo.
Falocracia
Essa segunda característica estava clara na iconografia envolvendo a genitália masculina. Ela era visível nos portões e entradas, quase sempre eretos, manufaturados em madeira, couro ou argila.
Eram quadrados de pedra com uma cabeça barbuda e os genitais eretos. Carregavam a crença de evitar encantamentos de olho-grande.
Falos estavam em todo o lugar, decorados com pequenas garras, asas ou sinos. Eram levados entre os dedos, como espécie de rosário. O culto a Dionísio recomendava o seu uso.
Os efebos
A efebia — relação homossexual grega básica — se dava entre um homem mais velho e um jovem. O jovem tinha qualidades masculinas: força, velocidade, habilidade, resistência e beleza.
O mais velho possuía experiência, sabedoria e comando. O efebo — púbere — entregue a um tutor se transformava em cidadão grego. Era treinado, educado e protegido.
Ambos desenvolviam paixão mútua, mas sabiam dominar essa atração. Esse controle era a base do sistema de efebia. Havia sexo, mas quando crescia se tornando um cidadão grego, deixava de ser o amante-pupilo e tornava-se amigo do tutor; casava-se, tinha filhos e buscava seus próprios efebos.
A vovó do Tinder
Aos 83 anos, a ex-dançarina americana Hattie Retroage quer mudar a visão da sociedade sobre o envelhecimento. Ela usa o Tinder para dar match com homens mais novos e já teve encontros com mais de 50 pretendentes.
“O objetivo da minha vida é mudar a terrível e decrépita visão do envelhecimento e transformá-la em algo emocionante; vou reivindicar um novo jeito de envelhecer”, declarou.
Proibida de gostar de sexo
Durante muito tempo a mulher não pôde mostrar que gostava de sexo. No século XIX era marca da feminilidade. Ela deveria cuidar da casa e dos filhos, cumprir seu dever conjugal, mesmo sem desejo algum, para agradar e servir ao marido. Em meados do século XX, começou a ser aceito se a mulher estivesse amando.
Antes dos anos 1960
Muitas pessoas, que eram jovens e se casaram antes da liberação dos anos 1960, carregaram pela vida uma moral sexual rígida e repressora.
Foram criados com uma visão do sexo, bem diferente da que se tem hoje, e havia pouco espaço para o prazer. Mas quem está com mais de 70 anos e conseguiu se livrar dos antigos preconceitos, passando a aceitar o sexo como importante e natural esbarra agora em outro obstáculo.
É a crença tão difundida socialmente de que na velhice as pessoas são assexuadas, como se sexo e juventude fossem sinônimos.
Há limite de idade para o sexo?
Não há limite de idade para a prática de sexo segundo os principais estudos sobre o tema, mas sobram preconceitos contra a velhice — os idosos seriam improdutivos, incapazes de mudanças, senis. Isso os levaria a serem considerados assexuados, como se sexo e juventude fossem sinônimos.
Por essa lógica, o homem estaria condenado à impotência e a mulher, após a menopausa, não se interessaria mais pelo assunto. Aos poucos surge nova mentalidade quanto ao sexo, que pode ser praticado por pessoas idosas, até aquelas com bem mais de 70 anos.
A influência da cultura
No Ocidente há a ideia de que a atividade sexual é puramente instintiva e natural. Estamos convencidos de que a sexualidade é impenetrável à mudança e, por conseguinte, existe fora do tempo.
O que dá forma à sexualidade são as forças sociais. Longe de ser a força mais natural da nossa vida, é de fato a mais suscetível às influências culturais.