Um chega com um beijo bomba atômica. O outro, um olhar 43. Misture isso a chope e batata frita e está feita a revolução! Os anos 80 estão de volta em festa com Blitz e Paulo Ricardo na Serra.

Entre as novidades, estão as canções “Ela Chegou”, lançada no ano passado por Paulo Ricardo, e “Nu na Ilha”, gravada pela Blitz em 2017. A balada acontece no Steffen Centro de Eventos, com comida e bebida liberadas.
“As pessoas têm o maior carinho” – Paulo Ricardo, cantor
AT2: Uma noite com Paulo Ricardo e Blitz. Como será?
Paulo Ricardo: A Blitz abriu espaço para a explosão do rock nacional que viria a seguir e é muito bom que estejam na estrada. Já fizemos vários shows juntos e é sempre uma grande festa!
AT2: Sua obra e a da Blitz conversam entre si, não?
Paulo Ricardo: Regravei “A Dois Passos do Paraíso” no meu CD “Rock Popular Brasileiro”, de 1996, e participei do DVD “Blitz Com Vida”, em 2006, além de inúmeras canjas, mas nunca produzimos material inédito juntos. Quem sabe no futuro?
AT2: São mais de 30 anos de carreira. Aquele garoto rock’n roll permanece em você?
Paulo Ricardo: Sim, cada vez mais inquieto, curioso. Meu próximo projeto é a turnê Rádio Pirata ao Vivo 35 Anos, homenagem à tour que bateu todos os recordes de público no País.
AT2: O rock foi protagonista nos anos 1980 ?
Paulo Ricardo: A grande maioria das bandas daquela época continua produzindo, as canções continuam tocando e, em todo o Brasil, festas dedicadas aos anos 80 mostram que as pessoas têm o maior carinho por esse período e isso é muito gratificante.
AT2: O rock nacional pode voltar a ter esse protagonismo?
Paulo Ricardo: O rock está aí, de um jeito ou de outro. Mas nada volta. Como dizia Cazuza, “o tempo não para”.
AT2: Como vê o rock hoje?
Paulo Ricardo: O rock não está em seu melhor momento, no Brasil e no mundo, mas sua importância e influência são incomparáveis.
AT2: O que é o tal olhar 43?
Paulo Ricardo: Olhar 43 é um olhar de despedida de uma pessoa tímida, que tentou de todo jeito chamar a atenção e, frustrado, parte, deixando apenas aquele olhar que, provavelmente, nem será notado…
“Foi a banda que arrombou a porta das gravadoras” – Juba Baterista da Banda Blitz
AT2: Unir Blitz e Paulo Ricardo tem tudo a ver?
Juba: Tudo a ver! Essa nossa parceria já vem de longa data e a gente se dá muito bem. O Paulo Ricardo reúne várias coisas muito boas em uma pessoa só: é eternamente lindo, talentoso e consegue se recriar.

Juba: Tudo começou com a Blitz. Foi a Blitz que arrombou a porta das gravadoras e fez com que elas acreditassem que a banda daria certo. Naquela época, no rock, tinha Rita Lee e outros cantores. A verdade é que as gravadoras não acreditavam nas bandas em termos de venda, mercado.
Quando o Evandro mandou “Você não Soube me Amar” para as rádios, como um teste, só em uma fita estourou. A EMI (Odeon, gravadora) veio correndo com um contrato. Tinha cinco estúdios enormes no Rio e, logo entraram neles para testes Barão (Vermelho), Legião (Urbana) e Paralamas.
A gravadora pegou a explosão da Blitz e investiu pesado em bandas. A Blitz botou o ovo em pé. E havia, claro, uma junção de talentos incríveis no rock nacional que não tinham espaço para gravar. Aí deu tudo certo. Juntou a fome com a vontade de comer.
AT2: E como foi esse auge?
Juba: Foi uma loucura. A Blitz fazia shows em estádios para 30 mil, 45 mil pessoas. Chegou a ter moda Blitz, álbum de figurinha e até um especial da Globo, coisa que só o Roberto Carlos tinha. Também foi a primeira banda a apostar em shows para crianças, como as matinês do Canecão, no Rio. Ficavam muito lotadas.
Juba: Sempre com músicas e atitude divertidas…
Sim. Quando a gente viu, a Blitz tinha tomado conta do País! E, uma hora, a gente pirou. Sabe o que acaba com uma banda? O sucesso e o fracasso. Começaram as brigas, porque a gente viveu 40 anos em 4.
Aí teve a carreira solo do Evandro. Quando nos reunimos para uma volta em 1994, não acreditava que alguém se interessaria. Mas, na nossa volta, fizemos show para 35 mil pessoas. Em 2017, fomos indicados ao Grammy Latino. Após 36 anos, isso é um grande presente. Somos gratos.
SERVIÇO:
Paulo Ricardo e Blitz
O quê: Shows do cantor Paulo Ricardo e da Banda Blitz, em noite com bebidas e comidas liberadas
Quando: Sexta-feira (06)
Horário: a partir de 22h
Onde: Steffen Centro de Eventos, em Jardim Limoeiro, Serra
Quanto: R$ 170,00 (valor único)
Vendas: Steffen Centro de Eventos, Farmácia Alquimia (Mata da Praia), Steffen Locações (Bairro República) e blueticket.com.br
Informações: 3338-3009/ 98132-3232
Classificação: 18 anos
Apoio: Rede Tribu
