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Indicado por Jair Bolsonaro para assumir a PGR, Augusto Aras se submeteu nesta terça (10) a uma espécie de prévia da sabatina no Senado. No gabinete ...

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Indicado por Jair Bolsonaro para assumir a PGR, Augusto Aras se submeteu nesta terça (10) a uma espécie de prévia da sabatina no Senado. No gabinete da presidência da Casa, respondeu a perguntas de cerca de 18 senadores, de várias siglas.

Ele exaltou resultados da Lava Jato, mas disse que a operação não pode se perder em “vaidades pessoais”. Questionado se atuaria com independência em relação ao governo e ao presidente, respondeu: “Jamais tive medo de cumprir minhas funções”.

Para frente que se anda – O escolhido de Bolsonaro fez questão de mostrar aos senadores a face que parece ter conquistado o presidente da República: afirmou que o Ministério Público não pode dizer apenas “não”, barrando projetos importantes para o país. Segundo ele, o órgão deve também indicar caminhos para destravar ações.

Fica a dica – Num segundo recado à Lava Jato, Aras condenou medidas que levem empresas flagradas em irregularidades à falência. Defendeu ofensiva sobre dirigentes e acionistas, mas a preservação das atividades, cuja interrupção só levaria à perda de empregos.

Vinde a mim – Aras foi ao Senado acompanhado do assessor parlamentar da PGR, mas entrou para a reunião no gabinete do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (DEM-AP), sozinho. Foi do democrata o convite para que ele falasse aos líderes.

Só ouço falar – O indicado de Bolsonaro rebateu ilações de proximidade com petistas –e foi auxiliado por Jaques Wagner (PT-BA). Disse que esteve com o senador baiano três ou quatro vezes, contando encontros casuais em aeroportos. Wagner confirmou. Afirmou que nunca foi à casa de Aras e que não são amigos.

Bola de segurança – O pedido de vista no processo que Renan Calheiros (MDB-AL) move contra Deltan Dallagnol no Conselho Nacional do Ministério Público foi estratégico. Os conselheiros querem esperar a nomeação de Luciano Nunes Maia para levar o caso adiante.

Bola de segurança 2 – A chegada de Maia deve abrir caminho ao terceiro procedimento contra o coordenador da Lava Jato.

A bola é tua – O senador José Serra (PSDB-SP) deve presidir a comissão que vai analisar a transferência do Coaf para o Banco Central. A relatoria deve ficar com o deputado Reinhold Stephanes (PSD-SC).

Palavra dada – Os sinais de que uma proposta de recriação de imposto nos moldes da extinta CPMF enfrentaria forte resistência em diversos setores se avolumaram nesta semana. Líderes do centrão avaliam que não há clima para, depois de o próprio Bolsonaro criticar a medida, apoiarem a nova taxa.

Onde pega – O governador do DF, Ibaneis Rocha, que coordena o fórum de governadores, também é contra a proposta. Já a Frente Nacional dos Prefeitos afirma que nova CPMF prejudicaria os mais pobres.

Onde pega 2 – O prefeito de Campinas, Jonas Donizette, que preside a FNP, avalia que ao recriar o tributo, o governo deixaria de promover a simplificação tributária, ideia inicial da reforma. Ele diz ainda que não está claro se os recursos arrecadados com a nova taxa seriam divididos com estados e municípios.

Àlibi – Michel Temer reagiu de maneira inusitada à revelação, na Folha, de que teve diálogos com o ex-presidente Lula gravados pela PF em meio ao impeachment de Dilma Rousseff. “Onde é que está o golpista? Estava ali falando de reatar as relações do governo com o MDB. Cadê?”, comentou com pessoas próximas.

Guarda compartilhada – A medida provisória que prevê pensão vitalícia a portadores de microcefalia ressuscitou discussões sobre os modos de Bolsonaro. O deputado Eduardo da Fonte (PP-PE), que já havia apresentado projeto idêntico, ficou com a pulga atrás do orelha com o discurso do Planalto.

Visitas à Folha – O governador do Pará, Helder Barbalho, visitou a Folha nesta terça-feira (10). Estava acompanhado de Vera Oliveira, secretária de Comunicação. Rui Campos, sócio da livraria Travessa, e Martine Birnbaum, diretora da livraria Travessa de São Paulo, visitaram a Folha nesta terça.

TIROTEIO

“Os Bolsonaro não são apenas uma família desequilibrada. Eles são uma família que desequilibra a República.”

Do deputado Marcelo Freixo (PSOL-RJ), após Carlos, o 02, dizer que por vias democráticas as mudanças não virão na velocidade almejada.

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