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Claudia Matarazzo

Casamento acessível: é possível, simples e necessário

E se um dos convidados do casamento estiver em cadeira de rodas ou for cadeirante? Já parou para pensar? Um convidado desconfortável ou mesmo ...

Última atualização

E se um dos convidados do casamento estiver em cadeira de rodas ou for cadeirante? Já parou para pensar? Um convidado desconfortável ou mesmo constrangido é um desastre total! E não tem muita volta…

Algumas medidas e adaptações são fundamentais – mas bastante simples – e permitem que seus convidados aproveitem muito mais o evento!

Acessibilidade não é um bicho de sete cabeças. Apenas é preciso mais atenção e foco em um tipo de necessidade que vai muito além da decoração, do docinho ou da cor da lembrancinha.

Mas, com boa vontade e mente aberta, um casamento acessível a todos também fica muito mais interessante para todos!

Local – É essencial (e básico, mas muita gente esquece) que o local da cerimônia e da festa tenham alternativas como rampas e elevadores.

Esqueça escada no altar se os noivos ou mesmo um dos padrinhos é cadeirante certo?

A pessoa com necessidades especiais precisa ter um mínimo de independência e autonomia em seu período de permanência no local, e ainda mais quando exposta a todos.

O lugar precisa atender as suas necessidades e de seus convidados.

Acesso – Recomendo a visita aos locais, simulando o caminho por onde o convidado irá passar. Observe tudo com muita cautela.

Em caso de dúvida, questione o cerimonial (contrate um, em festas assim é mais importante!).
Se puder e tiver intimidade, leve com você o convidado com deficiência ou consulte-o detalhadamente, para prever as limitações e/ou providências a serem tomadas.

Banheiros – Devem estar instalados de forma adequada, com acesso sem degraus, com barras de apoio e área de aproximação adequada.

Decoração – Oriente o decorador sobre a presença do convidado em especial, para evitar transtornos, como obstrução de passagens, e eventuais “armadilhas”. Não tenha vergonha!

Questione, simule as situações que possam ocorrer, veja se os arranjos que o decorador pretende colocar estão num lugar adequado (melhor não ter nenhum no chão), se algum tapete será colocado em algum local inadequado, se os corredores terão a largura suficiente.

Melhor ser tachado de chato pelos seus fornecedores do que passar por uma situação constrangedora no dia em questão.

Cerimonial – Tudo o que acontecerá na festa precisa ser informado ao cerimonial, inclusive, a presença de pessoas com deficiência.

Nesse caso, o cerimonialista irá observar o acesso aos locais da festa e providenciará a reserva de um local mais confortável para acomodar o convidado, como por exemplo, bancos da igreja em corredores mais amplos, mesas próximas dos corredores, pista de dança e banheiros).

Além disso, o cerimonial poderá ajudar na tomada de decisões e na orientação dos fornecedores.
Estamos falando aqui apenas de barreiras físicas para um cadeirante. Mas há outras limitações e deficiências que podem ser contempladas e contornadas com um mínimo de atenção – basta se informar.

Pergunte mesmo – Converse com o convidado cadeirante (ou noivo ou quem for), pois, com isso, podem ser obtidas orientações sobre o que é necessário e o que é dispensável.

Afinal, pode acontecer de os donos da festa se preocuparem excessivamente com alguns detalhes menos importantes e, de repente, se esquecerem de outros que comprometam de verdade a diversão e mobilidade de seus amigos.

É preciso ter muito mais atenção, e alguns cuidados fazem diferença para que todos se sintam acolhidos e aproveitem o melhor da festa. Lembre que o casamento pode até ser entre duas pessoas, mas é comemorado com muitas!

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