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Câmeras vão identificar bandidos nas ruas de Vitória

Andar pelas ruas de Vitória vai ficar mais difícil para os criminosos. Depois do cerco inteligente para monitorar veículos, até dezembro será ...

Márcio Passos explicou que o conceito do reconhecimento facial é o mesmo do cerco eletrônico para veículos

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Andar pelas ruas de Vitória vai ficar mais difícil para os criminosos. Depois do cerco inteligente para monitorar veículos, até dezembro será implantado um sistema de reconhecimento facial, que irá identificar bandidos que circulam pela capital. Márcio Passos  explicou que o conceito do reconhecimento facial é o mesmo do cerco eletrônico para veículos (Foto: Leone Iglesias - 24/08/2018)

Com a nova ferramenta, será possível reconhecer pessoas em várias situações: com mandados de prisão em aberto, fugitivos, aqueles que tenham cometido algum crime ou ainda que estejam descumprindo medidas protetivas.

De acordo com o prefeito de Vitória, Luciano Rezende, a identificação facial será implantada até o final do ano e irá monitorar exclusivamente criminosos, assim como ocorre hoje, com o cerco inteligente voltado para veículos.

“Quem não tem antecedentes criminais não terá o nosso foco. A gente quer saber todas as vezes que um criminoso está circulando pela cidade de Vitória. Isso vai ajudar a inibir a atuação deles.”

O secretário municipal de Desenvolvimento da Cidade e subsecretário de Tecnologia da Informação, Márcio Passos, explicou que o conceito do reconhecimento facial é o mesmo aplicado no cerco eletrônico para veículos.

Ou seja, quando uma pessoa passar por locais monitorados, o sistema irá acionar um alerta, que será repassado para as polícias e Guarda Civil Municipal.

“Vamos aproveitar a estrutura de fibra ótica da cidade e câmeras já existentes. Também vamos ampliar o número de câmeras instaladas. No entanto, nem todas vão ter o reconhecimento facial.”

De acordo com o secretário, elas funcionarão em pontos estratégicos, como os que concentram mais ocorrências de crime, ou mesmo mudar para dias e locais de evento.

Como exemplo, ele citou o sistema que funciona na Bahia e que no Carnaval passado foi capaz de identificar um criminoso, mesmo vestido de mulher no meio dos foliões.

“Podemos, por exemplo, no Carnaval de Vitória, ter o reconhecimento facial nas entradas do Sambão do Povo”, explicou.

O secretário destacou que a ideia é inverter a lógica de hoje, em que as pessoas de bem, por medo, se privam de sair de casa para determinados locais.

“Com o reconhecimento facial, a pessoa de bem vai poder ir para qualquer lugar, pois se passar uma pessoa com restrição, esta será presa. Queremos dar segurança para a população.”

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