
A Secretaria da Educação de Vitória, comandada por Adriana Sperandio, informou, em nota, que providências foram tomadas para verificar o ocorrido.
De acordo com uma das mães, uma farmacêutica de 39 anos, a filha, de 1 ano e 9 meses, começou a passar mal de conjuntivite na terça-feira da semana passada, e devido à suspeita da doença, na quarta a menina já não foi mais para a escola.
“Ela estava indo regularmente para a escola, sendo que na semana anterior, alguns pais já haviam comentado que tinham crianças na sala dela com conjuntivite, mas que não estavam indo para a escola”.
A farmacêutica relatou que, como os sintomas não melhoraram, a menina foi levada ao pediatra. Ele informou que a criança estava com conjuntivite viral.
“Mesmo com os cuidados, o olho dela foi piorando. Estava muito inchado e saindo muita secreção. Ontem (segunda-feira), resolvi levá-la em um oftalmologista, que me informou que ela estava com uma conjuntivite grave”.
Devido à membrana que se formou nas pálpebras superiores e inferiores dos dois olhos da menina, foi preciso fazer uma raspagem no centro cirúrgico.
O filho de uma professora da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), de 1 ano e 10 meses, que estuda na mesma creche, também precisou passar pelo procedimento cirúrgico.
“Ele apresentou quadros na mesma semana que os demais colegas. Como progrediu rápido, ele precisou fazer a raspagem da membrana que se formou, porque não ia conseguir curar a conjuntivite, além d e fazer uso de medicamentos”, relatou.
Na semana passada, uma menina de 2 anos e 3 meses, filha de uma arquiteta, também contraiu a doença na escola. “Hoje (ontem) ela precisou fazer a raspagem no centro cirúrgico, já que a conjuntivite foi causada por um vírus muito forte”, contou.
A oftalmologista Jenla Cremasco destacou que o tipo viral é a forma mais comum de conjuntivite infecciosa.
A reportagem não está divulgando os nomes dos alunos e nem da unidade escolar para preservar as crianças.
O outro lado
Providências
As secretarias de Educação e Saúde de Vitória e o Conselho de Escola informaram que uma equipe de profissionais da Saúde irá hoje até a unidade de ensino para prestar orientações e tomar as medidas necessárias.
Médicos apontam tipos de contágio
Existem três tipos mais comuns de conjuntivite: viral, bacteriana e alérgica, sendo que esta última não é contagiosa, conforme explicou a oftalmologista Hanna Teodoro, do Hospital de Olhos de Vitória.
“Geralmente, a conjuntivite começa em um olho, e em 50% dos casos, ataca o outro olho, podendo durar de uma a duas semanas. Não costuma deixar sequelas”, disse.
Segundo Hanna, os sintomas mais comuns são: dor, lacrimejamento, olho vermelho, secreção amarelada ou olhos grudados ao acordar, inchaço dos olhos, coceira fotofobia (sensibilidade à luz) e visão borrada.
O fator de risco mais comum para causar a doença é colocar as mãos sujas ou contaminadas nos olhos.
“Por isso, a importância da higiene das mãos. A recomendação é procurar o oftalmologista se detectar quaisquer sinais ou sintomas no seu filho, ou em você, que possam indicar conjuntivite”, explicou.
Já o oftalmologista José Geraldo Viana Moraes informou que também há conjuntivites membranosas que não levam à cegueira.
“Para resolver o problema, é simples, só retirar a membrana e realizar um acompanhamento médico”, explicou.
A conjuntivite viral pode levar à formação de uma membrana inflamatória na região interna das pálpebras, que precisa ser retirada com cotonete ou pinça para que a medicação faça efeito e o quadro inflamatório melhore, conforme orientam os especialistas.