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Política

Relator rejeita primeiro pedido para anular sentença de juíza sobre Lula

O desembargador do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) e relator do caso do sítio de Atibaia (SP), João Pedro Gebran Neto, iniciou os ...

João Pedro Gebran Neto, desembargador do TRF-4

Última atualização

João Pedro Gebran Neto, desembargador do TRF-4 (Foto: Thiago Coutinho / AT - 25/01/2018)

O desembargador do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) e relator do caso do sítio de Atibaia (SP), João Pedro Gebran Neto, iniciou os depoimentos do Tribunal que julgam as questões preliminares do processo. E já nas primeiras horas, ele negou a alegação da defesa de Lula que pedia a suspeição da juíza Gabriela Hardt, que suubstituiu Sérgio Moro à frente do processo.

As alegações de Cristiano Zanin, advogado do ex-presidente Lula, pediam a suspeição da juíza Gabriela Hardt, responsável por condenar Lula a 12 anos e 11 meses no caso do sítio de Atibaia. Gabriela substituiu Moro quando este pediu exoneração do cargo de magistrado para ocupar o cargo de ministro da Justiça no governo Bolsonaro.

Segundo a defesa, a juíza havia copiado trechos do texto da sentença de Moro no caso do triplex do Guarujá para o processo do sítio em Atibaia.

Sobre isso, Gebran afirmou que “a mera coincidência” dos textos não é suficiente para a suspeição do julgamento, pois não se trata de plágio, na visão do desembargador.

Em seu depoimento, o advogado do ex-presidente, Zanin, afirmou que o então juiz Sérgio Moro, que comandou parte dos julgamentos da Lava Jato no TRF-4 e condenou Lula a prisão em abril de 2018, teria “conduzido os processos com claros objetivos políticos”. Gebran negou as preliminares apresentadas e reiterou que o atual ministro da Justiça não faz parte do julgamento em curso.

A sessão foi interrompida após o almoço e volta às 14 horas.

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