Com custo superior a R$ 100 milhões, as obras para aumentar a profundidade do Porto de Vitória foram concluídas há mais de 2 anos, mas até hoje a sinalização não foi homologada.
Isso significa que as obras de dragagem e derrocagem (retirada de pedras do fundo do mar), esperadas por 20 anos por empresários e pelo governo do Estado, ainda não tiveram resultado prático para melhorar a capacidade dos terminais da Grande Vitória, segundo o secretário de Estado do Desenvolvimento, Marcos Kneip.
As obras no porto foram realizadas pela Codesa, cuja desestatização é preparada pelo ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas.
A situação é semelhante à ocorrida com o aeroporto de Vitória, que foi inaugurado em maio de 2018, mas sem o efetivo funcionamento da nova pista. Na época, a estrutura ainda precisava de homologação da Anac para receber voos, o que já foi concluído.
Sem a homologação, o porto fica impedido de receber navios mais pesados, ficando possíveis apenas as operações de cabotagem, ou seja, navegações entre portos no Brasil. Assim, cargas internacionais precisam chegar primeiro a outros estados para só depois desembarcarem no Espírito Santo.
Para piorar, sem a sinalização noturna, o porto não pode ser 24 horas, ficando limitado apenas às operações diurnas. Isso significa que, se um navio chega depois de o Sol se pôr, ele precisa esperar o dia nascer. Ou partir para outro local.
