
Já foi o tempo em que motoristas da terceira idade optavam por carros compactos, fáceis de estacionar e sem muitos recursos. Agora, antenados, eles estão optando por veículos maiores, espaçosos, com posição elevada de dirigir e recheados de itens de conforto e segurança, como direção elétrica, câmbio automático, assistente de partida em rampa e controles de tração e estabilidade.
Para Francisco Braga, gestor de vendas da Vitória Motors Jeep, muitos itens que são detalhes para motoristas mais jovens são primordiais para quem dirige na melhor idade e acabam fazendo dos SUVs os carros preferidos dos condutores idosos, por conferir maior segurança e sensação de conforto.
“Em carros como o Renegade e o Compass, por exemplo, a posição de direção mais elevada facilita muito a entrada e a saída do condutor, forçando menos os membros inferiores, que podem estar mais fragilizados nos idosos. Direção elétrica e câmbio automático são outros itens que vão diminuir a mão de obra e o esforço físico desses condutores”, exemplifica.
Além disso, com a evolução da tecnologia, diferenciais de segurança têm sido cada vez mais valorizados pelos condutores da terceira idade.
“Muitos itens como controles eletrônicos de tração e estabilidade e o assistente de partida em rampas diminuem muito o risco iminente de acidentes. Essa segurança a mais acaba deixando não apenas o idoso mais confortável para dirigir, como também seus familiares ficam mais tranquilos”, afirma Braga.
Eduardo Marins, gerente da Shori Vila Velha, que comercializa carros da marca Honda, confirma a preferência dos idosos pelos SUVs. “Eles alegam que o HR-V, por exemplo, permite melhor visibilidade e maior facilidade na hora de entrar e sair do veículo. Além disso, carros mais altos permitem também andar com um pouco mais de tranquilidade nos dias de chuva forte, quando as ruas ficam constantemente alagadas”.
Marral Lage, presidente do Grupo Multi, também destacou a facilidade de acesso a veículos dessa categoria, como o Nissan Kicks, e acrescentou outros atrativos do veículo apontados por motoristas da terceira idade: a capacidade do porta-malas, que leva 432 litros de bagagem, a relação custo-benefício e a economia de combustível.

Dona Soly, a vovó que é fã de utilitários esportivos
Ficar em casa cuidando dos netos é um expediente que não combina com a rotina da aposentada Soly Valladares. Aos 90 anos, ela não apenas mantém uma rotina ativa e cheia, como é independente, adora dirigir e é fã de SUVs.
São esses carros, de maior porte, os escolhidos por dona Soly para cumprir com seus diversos compromissos, que incluem gerenciar seu próprio negócio e cuidar da sua pequena criação de animais em um sítio que administra em Vila Velha.

“Quando comprei meu primeiro Jeep, em 2015, escolhi um Renegade. Buscava um veículo que fizesse eu me sentir segura. Meus filhos e meus netos não precisam me levar para lugar nenhum. Alguns detalhes que para os outros são pequenos, para mim são grandes vitórias, como a transmissão automática, que me poupa do desgaste de passar as marchas”.
Agora a bordo de um Compass, dona Soly comemora a possibilidade de manter sua autonomia.
“Eu acredito que a minha liberdade para dirigir e me locomover é um dos pontos mais importantes para a minha felicidade. Isso me tranquiliza e me enche de alegria. Faz parte de mim”, filosofa a aposentada.
Para ela, essa vontade de ser independente tem tudo a ver com as escolhas pelos SUVs, carros que, ao mesmo tempo, são mais preparados para trafegar em condições desafiadoras são repletos de itens de conforto e segurança.
“Eu mesma dirijo para os locais onde preciso ir cumprir os compromissos do meu dia a dia, e o que eu encontrei nesses carros maiores foi segurança e conforto, o que me deixa muito à vontade e segura”, complementa.